sábado, 2 de abril de 2011

DIAGNÓSTICO PRECOCE DO AUTISMO É ESSENCIAL...


FONTE: TRIBUNA DA BAHIA.

Estudos do Centro de Otimização da Reabilitação do Autista (Cora), do Rio de Janeiro, revelam que o autismo é uma síndrome que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros. Estatísticas publicadas pela Revista Época, de 11 de junho de 2007, apontaram que 1 em cada 150 crianças nascidas no Brasil seja autista.


No Mundo, existem mais de 70 milhões de portadores do autismo, conforme estimativas da ONU.


Neste contexto, aponta a presidente da Associação de Amigos do Autista, AMA, Rita Brasil. Estes e outros assuntos - como inclusão em escolas regulares, legislação nacional em defesa dos autistas, pesquisas e treinamento/formação de profissional especializado - estarão em destaque em diversos eventos, devido a passagem do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), data estabelecida pelas Nações Unidas.


Serão atos simbólicos,de sensibilização da sociedade, Há avanços, como por exemplo uma pesquisa desenvolvida por três cientistas brasileiros que buscam um remédio que pode trazer a cura desta síndrome e um cientista britânico que visa diagnósticar a doença por meio de uma ressonância magnética.


Na Bahia, o principal ato programado é um abraço simbólico ao Farol da Barra, no dia 2, às 10 horas. Entidades como a Associação de Defesa dos Direitos da Pessoa Autista (Abraça) e Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista (Afaga) realizam um encontro de mães no dia 4, no Instituto Pestalozzi. Com mais frequência, o autismo é diagnosticado por volta dos 3 anos de idade, mas os sintomas podem ser observados mais cedo.


A AMA acompanha pacientes com 18 meses. “Os sintomas podem ser observados até na fase bebê, na amamentação”, frisa Rita Brasil. Segundo ela, quanto mais precoce a identificação, mais facilitada fica a matrícula do paciente na escola regular, uma das mais importantes metas na inclusão do autista. Tal atendimento fica mais difícil quando o paciente já está mais crescido, principalmente após os 17 anos.

TGD – A programação da semana de conscientização do autismo deve incluir a defesa do projeto elaborado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado estabelecendo normas de atenção e proteção ao autista.


Para a psicopedagoga e mãe de um autista, Mariene Martins Maciel dois fatos merecem ser comemorados: o fortalecimento do grupo de trabalho desenvolvido com os governos do estado e prefeitura e o atendimento especializado em Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), função assumida pelo Instituto Pestalozzi.


“Agora a gente pode formar profissionais com um olhar voltado para as especificidades dos TGD, incluindo o autismo. Antes era muito generalista”, explicou. Mariene contou que em 2008 havia no Pestalozzi apenas sete casos diagnósticados como TGD.


Hoje, são mais de 140. O local trata inclusive pacientes com autismo associados a outras dificuldades, como portadores de deficiência visual e o mal de Prader Willy (cujo sintoma principal é a obesidade morbida). Já o grupo de trabalho, iniciado com órgãos da área de Saúde, conta atualmente com as secretarias de Educação e Assistência Social dos dois governos e, desde 2010, é integrado pelas universidades do Estado da Bahia (Uneb) e Federal da Bahia (Ufba).


“O GT debate as políticas públicas de assistência ao autista, principalmente treinamento e divulgação”, conta. Outro importante avanço, principalmente para quem procura informações sobre a assistência ao autista, é a Revista Autismo, a primeira do gênero na América Latina e única no idioma português. A publicação é disponível na internet, pelo endereço www.revistaautismo.com.br.

DESMISTIFICAÇÃO – De diagnóstico complexo, o autismo é definido como uma disfunção que afeta a capacidade motora, de comunicação e de relacionamento do ser humano. Cientistas brasileiros instalados em San Diego, na Califórnia (EUA), partiram dessa premissa para desenvolver um remédio que pode levar à cura da síndrome.


Não no curto prazo, porque a droga testada por Allyson Muotri, Cassiano Carromeu e Carol Marcheto, se revelou muito tóxica. Chefe do estudo, Allyson Muotri, desmistificou um dos estigmas que atrapalham a assistência ao autista: a crença de que ela acontece por algum erro no relacionamento emocional dos pais.

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