FONTE: Karina Baracho, TRIBUNA DA BAHIA.
Após denúncia feita por essa Tribuna sobre a falta de medicamentos essenciais para transplantados, publicada na edição da última segunda-feira, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), através da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde / Diretoria de Assistência Farmacêutica, informou que a distribuição de pelo menos um dos dois medicamentos que estavam em falta já foi regularizada.Conforme a Sesab, os medicamentos Alfaepoetina 2.000 UI e 4.000 UI, mais utilizados por pacientes o tratamento da insuficiência renal crônica, já teriam sido enviados para os locais onde são dispensados, em hospitais e diretorias regionais de saúde.
O órgão informa que o lote é suficiente para atender a todos os pacientes renais no estado.
De acordo com a Assistência Farmacêutica, desde 28 de fevereiro último, a Sesab enviou para o Ministério da Saúde a programação, que deveria ter sido atendida até o último dia 20. Houve atraso por parte do Ministério da Saúde, órgão responsável pela entrega desses medicamentos para a Bahia.
Quanto ao medicamento Azatioprina (comprimido de 50mg), a Sesab informa que já foi comprado desde o dia 23 de março, mas o fornecedor não entregou o produto até o final da tarde de ontem.
A Sesab afirma que está adotando as medidas judiciais pertinentes, com vistas a responsabilizar o fornecedor pelo atraso na entrega. De maneira emergencial, a Secretaria está tentando buscar, por empréstimo, o medicamento em outros estados para resolver o problema.
Conforme o presidente da Associação dos Renais Crônicos da Bahia (Acreba), Gerson Barreto, a falta dos medicamentos é recorrente e a centralização agrava ainda mais o problema daqueles que dependem da rede para garantir a medicação.
“Deve estar havendo algum desvio de verbas destinadas à saúde. Os pacientes com problemas renais estão sofrendo, eles dependem dos remédios para não ter problemas de rejeição, assim como para não complicar a situação com coágulos de sangue”, disse.
A falta da medicação compromete ainda a qualidade de vida não apenas dos transplantados, evitando a rejeição do novo órgão, mas daqueles que precisam de um paliativo para minimizar os problemas causados pela doença renal crônica. “É um descaso com a saúde.
Outra questão é a descentralização, é necessário que haja distribuição dos medicamentos em outros hospitais da cidade”, reivindicou Barreto.
Segundo ele, caso o paciente deixe de tomar as medicações pode acarretar complicações na saúde. Sem o azatioprina o organismo pode rejeitar o rim transplantado.
Já a falta do eritopoetina pode acarretar complicações na produção de glóbulos vermelhos. Enquanto a situação não é regularizada, os pacientes sofrem sem os remédios.
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