domingo, 3 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DA A.D.J...



Com esta matéria encerro as homenagens a ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA JEQUIÉ (ADJ) lembro-me como se fosse hoje a última partida que acompanhei desta equipe que foi quando ela caiu para a segunda divisão (divisão de acesso) em 27 de maio de 1997, no Estádio Lomanto Júnior na partida contra o Conquista, quando além de depender de seus esforços o Jequié dependia também de um resultado negativo do Itabuna em Salvador contra o Galícia, só que isto aconteceu, mas a ADJ além de não encontrar forças para vencer seu adversário teve contra si um juiz que veio da capital do estado com o firme propósito de ver o time da terra do sol fora de qualquer combate.


O JOSÉ PAULO PEDREIRA, este o nome do árbitro que anulou inicialmente um gol legitimo do Jequié quando o jogo ainda estava zero a zero, depois validou um gol do CONQUISTA em que o seu assistente número dois ANTONIO SÉRGIO BRASILEIRO, deve estar sem exagero até hoje com o braço direito suspenso mostrando irregularidade no gol assinalado por DUDA, aos 48 minutos do segundo tempo e mostrando total frouxidão o central resolveu debaixo de muita pressão por parte de dirigentes, torcedores, comissão técnica e jogadores da equipe da casa assumir a “ir”responsabilidade do lance dando o gol que jogou o Jequié mais ainda no abismo.


Naquela partida eu que já vinha amadurecendo a idéia de parar com meu trabalho junto ao esporte na cidade fiquei mais aborrecido ainda com tudo que vinha acompanhando, nem meu companheiro de longas jornadas esportivas eu comuniquei minha decisão, simplesmente a partir daquele dia não fui mais a campo acompanhar nem um baba se quer muito embora tenho até hoje recebido vários convites de amigos.


Ainda cheguei a trabalhar como plantonista esportivo na Rádio Baiana de Jequié (hoje Rádio Povo), mas ir para campo só se for um castigo DIVINO, primeiro por que a situação física já não me permite em decorrência da lesão no joelho direito e segundo, cansei de ver e acompanhar as famosas “cachorradas” dentro e fora de campo. Antes desta partida que culminou com a queda do Jequié tive a infelicidade de ouvir da boca do ex-deputado e ex-presidente do Vitória na entrada dos vestiários do Estádio Manoel Barradas, no intervalo do jogo em heroicamente o Jequié conseguia empatar em zero a zero, quando o “CARNEIRO” em alto e bom som disse ao SAUL BRITO DUARTE, arbitro do jogo que se o Vitória perdesse naquele jogo um ponto dali ele não sairia vivo.


No segundo tempo o que pude ver em campo não foi um homem apitando e sim um cara que não segurou a roupa que vestia e o Jequié terminou perdendo de quatro a zero, o jogo aconteceu em 16 de março de 1997. Isto me deixou revoltado, pois para o Vitória com Bebeto (ex-Flamengo e Seleção Brasileira) e cia vencer o Jequié não precisava disto. Mas vamos voltar ao dia 27 de maio de 1997 quando aconteceu oficialmente a queda para a segunda divisão (vale salientar que até hoje a Associação Desportiva Jequié – ADJ, ainda não saiu da segundona), na partida contra o Conquista o Jequié sofreu o primeiro gol aos seis minutos do segundo tempo através de João Santos; coube a Tinho aos trinta e nove empatar e aos quarenta e oito minutos foi a vez de Duda marcar o gol do sepultamento jequiéense no profissional.


Na oportunidade o CONQUISTA atuou com: Renan, Amaral, Marivaldo, Djalma e Zanata; Izaltino, Deguinha, Tidão (Cal) & João Santos; Kel & Claudinho (Duda). Técnico: Claudir (este foi quem mais fez pressão em cima inicialmente do assistente dois ANTONIO SÉRGIO BRASILEIRO, que não deu bolas para ninguém segurando firme seu instrumento de trabalho no alto só baixando depois que o árbitro validou o gol e deu o jogo por encerrado, uma vez que já passava dos cinqüenta minutos de jogo.


O JEQUIÉ caiu atuando com: Elder, Jean, Lameu, João Freire & Bila; Neto (Cristiano), Moleta, Paulo Roberto (Willian) & Tinho; Boy e Kim (Nadinho). Técnico Paulo Sales. Árbitro: José Paulo Pedreira, assistentes: Gleidson Oliveira e Antonio Sérgio Brasileiro; quarto arbitro: Demilson.


A renda e o público do jogo como quase sempre acontece no Estádio Lomanto Júnior em Vitória da Conquista, não foram divulgados.


Gols: João Santos, aos seis minutos e Duda aos quarenta e oito (Conquista); Tinho aos trinta e nove (todos no segundo tempo) marcou o gol do Jequié. Cartões amarelos: Claudinho, Kel, Amaral e Duda (Conquista); Neto (Jequié).

Durante o período em que fiz jornadas esportivas sempre pautei pelo profissionalismo coisa que em muitos lugares (cidades) alguns elementos que se travestem de profissionais de rádio, jornal e/ou TV e quando a equipe da casa marca um gol ou acontece um lance duvidoso mostra sua alegria ou revolta, em alguns casos chegam a invadir campo quando o “bicho” pega.


Recentemente em um jogo do campeonato brasileiro da segunda divisão ouvir um certo comentarista abordar este assunto que os verdadeiros profissionais ficam proibidos de entrarem em campo para entrevistar os jogadores ou outras pessoas ligadas ao espetáculo enquanto alguns conseguem credencial de imprensa apenas para ficar as margens do campo e mostrando seu lado torcedor da equipe de sua predileção.


Em uma certa cidade do sul da Bahia me desentender com um destes elementos quando da marcação de um gol da equipe da casa (Itabuna) ele veio em minha frente e disse “seu time não é de nada”, fiz ver a ele que ali estava um profissional de rádio e não um torcedor pois se eu fosse como ele mais torcedor que profissional de rádio estaria nas arquibancada ou geral com ingresso pago e assistindo tranqüilamente o jogo.


Percebendo que eu não ia ouvir aquilo calado o então técnico do Jequié, Osvaldo Nascimento “Cerezzo” chegou próximo a nós dois e já chateado por que o Jequié perdia o jogo veio do banco de suplentes (reservas) e disse ao elemento se não sair em um minuto chamo a policia ou lhe dou um “safanão” e o “bicho ai sim vai pegar pra todo mundo” depois disto o “repórter” trabalhar (se é que ele estava mesmo fazendo isto ou torcendo por seu time) nem para nosso lado olhou mais.


Por estas e outras foi que preferir me manter afastado em definitivo dos campos de futebol. Concluindo esta série de reportagens sobre os 39 anos da ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA JEQUIÉ (ADJ) quero parabenizar aos que foram diretores, médicos, roupeiros, massagistas, técnicos, jogadores e torcedores da equipe. Não deixem que um time que foi fundado com tanto sacrifício depois de tantas lutas desapareça do cenário esportivo.

AGUARDEM…

VEM AÍ UMA SÉRIE DE COMENTÁRIOS SOBRE OS PREFEITOS QUE NUNCA SE NEGARAM A AJUDAR O ESPORTE DA CIDADE, AS GOZAÇÕES QUE SEMPRE OUVIA NA RÁDIO A CADA DERROTA DO JEQUIÉ OU ATLANTA E AINDA AQUELES QUE TRABALHAM EM RÁDIO E SÃO CONTRA O ESPORTE TER UM PROGRAMA DIÁRIO NA GRADE DE PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA. NA VERDADE, QUEM AJUDA E QUEM ATRAPALHA O CRESCIMENTO DO ESPORTE EM JEQUIÉ – BAHIA – BRASIL.

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