domingo, 3 de abril de 2011

NA BAHIA TEM SEGUNDA DIVISÃO?...

Vinha fazendo de tudo para não escrever nenhuma matéria relacionada a este retorno da Associação Desportiva Jequié (ADJ) ao cenário esportivo baiano e por que não dizer brasileiro, quando me afastei da crônica no ano de 2005 prometir a mim mesmo não ir mais em campo de futebol ver uma partida ou até mesmo acompanhar transmissão esportiva, esta segunda parte tenho cumprido à risca pois desde 20 de maio do ano já citado que não ligo um rádio e quando chego em algum lugar que o rádio está ligado com educação peço que o mesmo seja desligado ou prefiro me afastar já que diz um velho ditado popular “ os incomodados que se mudem “ então prefiro fazer isto.


Nos últimos dias tenho conversado com muitos amigos e alguns deles que gostam do esporte de uma maneira geral e a cobrança para que eu escreva algo sobre a ADJ tem sido muito grande, procurando em meus arquivos achei justo uma matéria em que me refiro a triste queda do Jequié da primeira para a segunda divisão de profissionais da Bahia, se é que podemos dizer que a Bahia tem primeira ou segunda divisão uma vez que todas as equipes filiadas à Federação Baiana de Futebol (FBF) já faz tempo são todos iguais e praticamente não existe time grande ou pequeno no estado, pois dizer que Bahia e Vitória são equipes grandes isto é coisa do passado e digo sem receio de errar, já que os amantes do esporte e não os apaixonados sabem que uma destas duas equipes hoje só participam de campeonatos promovidos pelo Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não mais disputam como no passado que metiam medo a qualquer uma equipe do sul do País e hoje apanham dentro de casa até mesmo por placares vergonhosos, a história está ai para quem quiser comprovar o que aqui está escrito.


Mas voltando ao futebol tupiniquim os dois “grandes” da Bahia se igualam em quase tudo com os pequenos do interior a grande diferença está no poder econômico dos da capital e os do interior, ah! Ia esquecendo o apito também fala mais ato quando se trata de Bahia ou Vitória contra qualquer um do interior.


Voltando a falar da ADJ, no inicio deste ano recebir a visita de dois amigos a quem muito estimo, o ex-becão Jorge Amado e o ex-atacante Marcos Vinicius, eles vieram me fazer convite para ver de perto treino da Associação Desportiva Jequié e também sua estréia no Campeonato Baiano da Segunda Divisão (o ex-torneio de Acesso) não sei se na verdade posso chamar este campeonato de segunda divisão ou uma extensão da primeira, já que volto a dizer no estado não existe no meu ponto de vista time de primeira ou segunda são todos “japoneses”, foi-se o tempo em que podíamos nos dar ao luxo de dividir os times em duas divisões.


Junto ao convite formulado por Jorge Amado, hoje presidente da ADJ e Marcos Vinicius veio junto com uma linda camisa da equipe de presente, mas, nem mesmo assim eu demovir o meu pensamento de anos anteriores de ir ao estádio para atender ao pedido dos dois amigos, dias depois fiquei sabendo que o técnico responsável por tentar levar a Associação Desportiva Jequié a primeira divisão é um velho conhecido nosso, o ex-jogador Roberto Basilio, ou simplesmente Merrinho que já passou por aqui várias vezes dirigindo esta mesma equipe até mesmo na primeira divisão.


Fiquei a me questionar pelo que conheço do Jorge Amado, será que foi uma boa ele pegar um “abacaxi” deste, ou tentar descascar um “pepino” deste tamanho! Só lamento que ele esteja cheio de boas intenções e ainda esteja engatinhando na função de dirigente de futebol, como jogador ele conhece e muito bem os bastidores de uma equipe, mas os bastidores da cartolagem ele vai precisar muito aprender e já sai de cara como presidente da ADJ, a luta vai ser insana, o trabalho vai ser difícil e nem quero estar na pele deste que foi um exemplo de atleta tanto no campo quanto na quadra (jogando futsal), se conseguir bons resultados logo no inicio com certeza vão surgir centenas de “pais da criança” dando-lhe tapinhas nas costas, mas vai ser preciso apenas alguns insucessos para que ele veja até mesmo membros de sua diretoria fugir do barco, conheço muito bem esta turma que faz esporte em Jequié e a história não é de hoje ela vem se repetindo ao longo de muitos anos e será difícil mudar esta cultura principalmente aqui em na cidade sol.


Não sei se esta foi a melhor hora para Juvena (forma que sempre gostei de me dirigir ao Jorge Amado) para ser presidente da ADJ, não sei se ele e os membros de sua diretoria estão preparados para o que pode vir pela frente, tão logo a competição tenha inicio. Se por um lado fiquei feliz em ter o Juvena como presidente do Jequié, por outro fico preocupado com o verdadeiro oba-oba que foi criado e a expectativa que foi criada quanto a este retorno. Jorge e sua diretoria tem que tomar cuidado principalmente com muito “lobo” revestido de “carneiro” que hoje estão soltos por ai na condição de membros da crônica esportiva e que sem a menor classificação saem a dirigirem criticas antes mesmo do trabalho ter inicio.


Tem muita gente que mal conhece a história da Associação Desportiva Jequié e já estão apregoando serem os donos da verdade, os anos em que vivi e sofrir junto às diversas diretorias muito me ensinou, eu vi de tudo que um torcedor, cronista ou classifique como quiserem poderia ter visto ao longo de mais de trinta anos ligados ao esporte da cidade.


Isto muito me ensinou e hoje quero é distância, muita distância dos campos de futebol, principalmente o “profissional”, para quem não conhece a história da queda da ADJ, eis no relato baixo apenas um trecho que foi escrito por mim em vinte e um de novembro de dois mil e oito, sobre a trágica queda para a segundona. E ainda volto a falar sobre tudo isto e muito mais.


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