sexta-feira, 18 de março de 2011

MÉDICOS PROMETEM PARALISAR AS ATIVIDADES...

FONTE: Maria Rocha, TRIBUNA DA BAHIA.
No Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, todos os médicos que prestam serviço ao sistema de saúde suplementar vão parar as atividades. Esta foi a maneira encontrada pela categoria para reivindicar melhoria na prestação de serviço aos usuários dos planos de saúde.
Na Bahia, dos 16 mil médicos cerca de 70% são credenciados e deverão aderir ao movimento que determina a remarcação de todas as consultas e procedimentos eletivos marcados para esse dia. Só não sofrerá alteração os atendimentos de urgência e emergência, estes serão mantidos normalmente.
Estima-se que 160 mil profissionais credenciados por operadoras de planos de saúde estão se mobilizando para aderir ao movimento que terá definição de estratégia no próximo dia 23 de março em assembleia que ocorrerá às 7h30, na sede da ABM.
Os organizadores do movimento composta pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM) garantem que os 45 milhões de usuários não serão prejudicados.
O protesto é um ato de defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência aos cidadãos. A categoria cruzará os braços no próximo dia 7 para reclamar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas atuantes no setor.
Conforme a coordenadora da Comissão Estadual de Honorários Médicos, Débora Angeli, os reajustes praticados pelos planos de saúde não são repassados para os médicos que têm um contrato verbal com os planos de saúde, que por sua vez não tem data de reajuste definida com a categoria.
De acordo com a médica, para um profissional da área conseguir se manter na profissão, tem que se submeter a uma jornada intensa de trabalho e inclusive aumentar a quantidade de consultas. “Muitos médicos têm adoecido por conta do excesso de trabalho.
O fato deles aumentarem a quantidade de atendimentos reduz o tempo das consultas que passam a ter um intervalo inexistente e consequentemente, acaba comprometendo a qualidade do atendimento”, completou.
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que torna o reajuste anual obrigatório e a existência de contratos entre as operadoras e os prestadores de serviço. Enquanto o projeto que tramita em caráter terminativo, aguarda a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça, antes da aprovação final, resta à categoria pedir a compreensão da sociedade.
Os organizadores farão uma campanha para esclarecer à população quanto à necessidade de se fazer a paralisação.
“Conclamamos toda a sociedade para nos apoiar nesse protesto, pois queremos garantir melhor atendimento aos usuários os planos de saúde”, ressaltou Angeli.
REIVINDICAÇÕES – Reajustes dos honorários médicos, tendo como balizador os valores da CBHPM sexta edição; Regularização dos contratos conforme a Resolução ANS Nº 71/2004; Aprovação de projeto de lei que contemple a relação entre médicos e planos de saúde.

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