quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ANVISA SUSPENDE VENDA DA PRÓTESE HOLANDESA ROFIL...

FONTE: DE SÃO PAULO (www1.folha.uol.com.br).


O comércio de próteses mamárias Rofill, fabricadas com silicone feito pela PIP (Poly Implant Prothèse), será proibido no Brasil.


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) comunicou a decisão por meio de um comunicado em seu site. Fica cancelada a autorização de venda do produto pela Pharmedic Pharmaceuticals Importação, que tinha o aval da agência para distribuir as próteses.

Segundo a nota da Vigilância, a partir da investigação sobre as próteses PIP, a agência também estudou a documentação da prótese Rofil e identificou "e identificou que a fabricação do produto foi terceirizada para a empresa PIP, que admitiu ter utilizado silicone industrial. Ou seja, alterou o processo produtivo, não correspondendo as informações técnicas comprovadas fornecidas quando da realização do seu registro."

Usuárias dos implantes holandeses já se queixaram do silicone, mas não há detalhes dos problemas.

A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética também mencionou a Rofil e a PIP em um documento divulgado no início deste mês, em que recomendava a remoção ou troca imediata dos produtos por ambos apresentarem risco de rompimento.

No caso da PIP, foram cerca de 34 mil unidades importadas e 24,5 mil implantadas em cerca de 12.500 pessoas.

No fim de dezembro, a Anvisa cancelou o registro da PIP baseada em testes realizados por autoridades francesas.

AÇÃO COLETIVA.
A agência pode ser envolvida em uma ação coletiva de pedido de indenização por causa das próteses de silicone francesas defeituosas vendidas no país.

A advogada Soraya Casseb de Miranda Barbosa, de São Paulo, diz que está buscando um grupo de pacientes com os implantes da PIP para elaborar a ação, envolvendo a Vigilância Sanitária brasileira e o governo francês.

Soraya é mulher do cirurgião André Luis de Miranda Barbosa, que tem consultório em São Paulo.

Ele afirma que colocou as próteses francesas em cerca de cem mulheres, antes do veto à venda desse silicone em 2010.

"Quem foi desonesta foi a Anvisa. Eles tinham que fiscalizar e não fiscalizaram. É como quando você compra um xarope, você acha que a Anvisa analisou a medicação."

A Vigilância Sanitária afirma que não cabe a ela fazer a análise laboratorial, só checar a documentação apresentada pela importadora.

A advogada já havia entrado com uma ação de uma paciente de Barbosa, que teve a prótese do seio esquerdo rompida no ano passado.

O alvo foi a EMI Importação e Distribuição, que vendia as próteses PIP no Brasil. Por força de liminar, a empresa pagou custos das cirurgias de remoção e de troca do implante. "A empresa fechou, não paga mais nada. Quem paga a remoção das próteses das outras mulheres?"

Por enquanto, elas estão arcando com os custos sozinhas. Um par de próteses vale, em média, R$ 1.500. Os hospitais cobram cerca de R$ 2.500, e o médico pode variar de R$ 1.000 a R$ 10 mil. Mas alguns cirurgiões não cobram honorários nesses casos.


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