FONTE: Naira Sodré REPÓRTER, TRIBUNA DA BAHIA.
Enquanto a estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos prevê um aumento de até 15% no preço dos genéricos para este ano, a população já sente no bolso o preço alto dos medicamentos de referência e dos similares. Até nos genéricos a diferença de preços está sendo sentida.
Segundo pesquisa feita pelo Procon em outubro do ano passado os genéricos eram, em média, 58,47% mais baratos do que os medicamentos de referência ou marca. Para o farmacêutico Odilon Braga, se o reajuste de 15% se confirmar, os produtos mais afetados serão os mais baratos, consumidos pela população de baixa renda.
Para a arquiteta Anita Gonçalves de 54 anos, que usa remédio de referência para controlar a pressão, os remédios estão muito caros. O Micardis de 40 mg, por exemplo, remédio que uso, custa na Santana R$69,33. Na Pague Menos R$73,93 e na Rede Bom Preço R$64,34. Todo mês, quando vou à farmácia, tenho que fazer uma pesquisa, para ver onde encontro mais barato.
Não posso comprar na primeira farmácia que entro. A diferença no preço é grande. Neste aspecto, concorda a dona de casa Maria da Anunciação que usa o remédio Betalor. Segundo ela, na Farmácia Santana o preço é de R$48 e na Pague Menos sobe para R$62, uma diferença gritante, comentou.
PESQUISAR ANTES DE COMPRAR – Segundo o farmacêutico Odilon Braga, os medicamentos de referência são mais caros que os demais, porque o preço inclui os custos com pesquisa e desenvolvimento. Já os similares e genéricos tendem a ser mais baratos, por que contemplam menores gastos de pesquisa e desenvolvimento. No caso dos manipulados, por serem medicamentos mais simples e sem investimentos em pesquisa e controle de qualidade, são sempre mais baratos que os demais. Isto deveria ser verificado na prática.
PESQUISAR ANTES DE COMPRAR – Segundo o farmacêutico Odilon Braga, os medicamentos de referência são mais caros que os demais, porque o preço inclui os custos com pesquisa e desenvolvimento. Já os similares e genéricos tendem a ser mais baratos, por que contemplam menores gastos de pesquisa e desenvolvimento. No caso dos manipulados, por serem medicamentos mais simples e sem investimentos em pesquisa e controle de qualidade, são sempre mais baratos que os demais. Isto deveria ser verificado na prática.
Mas, não é assim, diz a professora Leda Lima, que usa remédios manipulados e acha a medicação mais cara do que os de referência e genéricos. No entanto, prefere esse tipo de medicação por ser naturalista.
Para a vendedora Luiza Pessoa, a pesquisa é fundamental para economizar. Os remédios têm preços distintos em quase todas as farmácias e, depois desta constatação, passei a fazer pesquisa e percebi que a diferença de preços está em todo o tipo de medicamentos, de referência, similares e genéricos. As maiores diferenças ficaram entre os anti-inflamatórios Prazol, que é o de referência, com o genérico Lansoprazol.
O primeiro custa R$ 23,39 e o segundo, R$ 62,12. Ambos são produzidos pelo laboratório Medley. Outro remédio com preços distintos foi o antibiótico Zitromax, 500 mg, com três comprimidos, da Pfizer, por R$ 17,40, e o genérico Azitromicina - R$ 28,90. A diferença foi de exatos 66%.
Segundo o Procon, os consumidores precisam ficar atentos na hora da compra para não ter prejuízos. "É necessário ficar atento na hora de comprar, e perguntar o preço tanto do medicamento genérico quanto do principal (de referência)”.
Segundo o Procon, os consumidores precisam ficar atentos na hora da compra para não ter prejuízos. "É necessário ficar atento na hora de comprar, e perguntar o preço tanto do medicamento genérico quanto do principal (de referência)”.
“O que faço é pedir desconto para os balconistas. Mas sempre acredito que o genérico é mais barato”, disse o autônomo Roberto Martins, 39 anos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário