FONTE: TRIBUNA DA BAHIA.

Acusados de estuprar duas adolescentes de 16 anos, dentro de um ônibus, após um show no mês de agosto de 2012, integrantes da banda de pagode New Hit começarçao a ser julgados na segunda-feira (18/02), no município de Ruy Barbosa, Bahia (onde aconteceu o crime).
Além dos nove integrantes da banda de pagode um soldado da PM também será julgado por ter acobertado o crime, entre os dias 18, 19 e 20 de fevereiro.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acusou o grupo e o soldado por estupro qualificado, com características de crime hediondo.
O que aconteceu.
Após terminar a micareta as duas meninas, fãs da banda, foram ao ônibus onde a banda se encontrava, para pedirem autógrafos e tirarem fotos.
Segundo as meninas, os músicos as chamaram para o fundo do veículo, onde aconteceu o assédio sexual, com a participação de todos da banda. Uma das meninas foi violentada apenas pelo vocalista da banda, conhecido por Dudu.
Ele e outro músico confirmam que mantiveram relações sexuais com as adolescentes e dizem que isso se deu com o consentimento delas.
Em outubro, depois de receber o inquérito policial, o Ministério Público da Bahia julgou os integrantes e o PM por terem cometido “estupro qualificado, com concurso de duas ou mais pessoas, concurso material com características de crime hediondo”.
O Tribunal de Justiça da Bahia concedeu um "habeas corpus" para os integrantes da banda depois de ficarem 38 dias presos, pelo fato de os acusados terem residência fixa e não possuírem antecedentes criminais.
Protesto.
Ativistas sociais da Marcha Mundial e outros movimentos das Mulheres realizam na segunda-feira, às 9h, um ato de protesto em frente ao Fórum da cidade de Ruy Barbosa, pedindo a punição dos integrantes da banda.
“Precisamos sensibilizar a justiça e os jurados. O que a banda fez é crime hediondo. A justiça de Ruy Barbosa não pode ter a mesma decisão do desembargador Lourival Almeida, que determinou a liberdade desses criminosos, mesmo com a denúncia do Ministério Público. Isso é um absurdo”, diz a deputada estadual Luiza Maia (PT), uma das responsáveis pela organização do ato.
Dez prefeitos da região centro-oeste da Bahia aderiram à manifestação. Diversas entidades feministas e de direitos humanos também já manifestaram apoio.
Para reforçar o protesto contra os músicos uma campanha está sendo feita nas redes sociais. O cartaz que circula na internet diz: "New Hit na cadeia!" No facebook, a página Repúdio ao New Hit, já tem mais de cinco mil curtidas.
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