FONTE: *** Redação
, https://www.msn.com/
Segundo a Alzheimer's Association, no Brasil
mais de 1 milhão de pessoas convivem com algum tipo de demência. A Organização
Mundial da Saúde estima que no mundo são cerca de 50 milhões e que destes, 70%
são diagnosticados com a doença de Alzheimer. Apesar dos números alarmantes, há
muitos esclarecimentos que precisam ser feitos sobre a doença.
É
definido como uma doença neurodegenerativa, ou seja, leva a um progressivo
declínio cognitivo com o passar do tempo. Nas fases finais, inclusive, o
paciente não se lembra de grande parte dos acontecimentos da sua vida – a perda
de memória é o sintoma mais característico da enfermidade.
“A
evolução clínica pode variar dependendo do caso, mas, de modo geral, temos uma
patologia lentamente progressiva, que evolui em anos e que leva a progressiva
deterioração cognitiva, comportamental e, nos estágios finais, motora”, explica
o neurologista Leandro Teles.
Ainda
segundo o profissional, a doença pode ser dividida em estágios, dependendo da
condição do paciente e dos sinais que ele apresenta. Os sintomas geralmente
seguem a seguinte sequência:
Estágio leve.
A
pessoa tem dificuldade progressiva de fixar novas memórias. O paciente lembra
bem do passado, mas apresenta evidente dificuldade em memorizar coisas mais
atuais, do dia a dia. “Ele fica esquecido, repetitivo, deixa de cumprir
compromissos... Aos poucos, vai perdendo sua segurança e independência”, afirma
Leandro.
Estágio moderado.
Além
do esquecimento, o paciente passa a se mostrar desorientado no tempo e no
espaço. Pode se perder em lugares conhecidos, ter dificuldade de reconhecer
rostos familiares e mostra-se cada vez mais confuso e menos confiável. Podem
surgir alterações comportamentais, como apatia ou agressividade, perda
progressiva de autonomia, dificuldades de cálculo e linguagem, além de
comprometimento de memórias antigas, já consolidadas.
Estágio avançado.
Nessa
fase, o paciente se mostra ainda mais desorganizado, o esquecimento pode ser
muito intenso, dificultando até pequenos diálogos. “Ele fica bastante aéreo,
interage pouco com o ambiente, pode ter franca dificuldade em reconhecer
familiares e apresenta um discurso pobre e confuso. Com a progressão, surgem
sintomas motores como engasgos, perda de equilíbrio, e problemas de coordenação
e de força muscular”, acrescenta o neurologista. O paciente evolui para franca
deterioração neurológica global, ficando restrito a cadeira de rodas e
posteriormente, à cama, em posição que lembra a posição fetal.
Causas.
Embora
o ambiente externo influencie em seu surgimento, o quadro depende,
principalmente, de uma carga genética. “Quase sempre o que ocorre é uma
predisposição genética, herdada por vários genes, que se manifesta a depender
de fatores ambientais, como a longevidade, a escolaridade, as patologias
clínicas e outros fatores ainda não completamente elucidados”, destaca Leandro.
Segundo
o especialista, para algumas famílias o fator genético pode se tornar evidente
e atingir pessoas mais jovens. “Por isso, de modo geral, não falamos de
determinismo genético, mas sim de predisposição, e isso serve para a grande
maioria dos casos típicos, que ocorre de forma lentamente progressiva e após os
65 anos”, completa o especialista.
Cuidados necessários.
A
doença ainda não tem cura e até hoje não se sabe como evitá-la ou como
interromper sua progressão, porém alguns fatores podem influenciar no
desenvolvimento do problema. “Cérebros mais saudáveis estão naturalmente mais
protegidos, tendo uma evolução mais lenta e sintomas graves tardios. Por isso,
cuidar do cérebro no decorrer da vida é uma sábia conduta protetiva,
mantendo-se sempre ativo intelectualmente, além de evitar e tratar doenças que
lesam o cérebro”, esclarece Leandro.
*** Consultoria: Leandro Teles, neurologista.

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