FONTE: Redação
, https://www.msn.com/
Você
não precisa saber muito sobre ciência do exercício ou nutrição para entender o
conceito “calorias = energia”. Você consome calorias para que seu corpo tenha
combustível para queimar e converter em energia. Pronto. Isso é ciência. Então
o que acontece quando fazemos restrição calórica?
É
muito comum pensarmos que o emagrecimento tem tudo a ver com cortar calorias. E
embora não seja tão simples assim, é verdade que, quando você tem um excedente
delas, elas viram gordura. Mas quando você faz uma dieta com restrição
calórica, não perde apenas peso. Na verdade, quando você está sempre correndo
com um déficit de calorias, os efeitos cumulativos podem piorar o seu
desempenho.
O que você precisa saber sobre
calorias.
Vamos
começar com o básico. Homens ativos devem consumir até 3.000 calorias por dia.
Enquanto as mulheres devem consumir até 2.400, de acordo com a edição de
2015/2020 do Dietary Guidelines for Americans.
Lembre-se de que essas são diretrizes gerais e podem ser ampliadas ou reduzidas
dependendo de suas necessidades pessoais, objetivos e níveis de atividade.
E o
que acontece com o que ingerimos? O metabolismo é o processo pelo qual seu
corpo converte o que você come e bebe em energia. Quando falamos de queima de
calorias, estamos incluindo as queimadas para a taxa metabólica basal. Essas
são as calorias que precisamos apenas para manter nossa temperatura,
respiração, etc. Além das calorias extras, que gastamos com atividade física.
As atividades extras que fazemos queimam calorias além da necessidade da nossa
taxa metabólica basal. E para queimar tudo isso, seu corpo primeiro olha para
as fontes prontamente disponíveis. Em seguida, armazena o restante.
O que a restrição calórica faz no
seu corpo.
Os
carboidratos são a fonte de energia preferida do corpo, pois são os mais
disponíveis e fáceis de converter. Quando comemos carboidratos, a maioria é
convertida em glicose. Ela é a nossa principal fonte de energia durante os
exercícios. Se não forem usados prontamente, serão armazenados como glicogênio
no fígado e nos músculos.
Quando
você está treinando por um longo tempo (ou não comeu) e não há glicose
disponível, seu corpo decompõe esse glicogênio novamente em glicose.
Eventualmente, o exercício de maior duração irá esgotar os estoques de glicose
e glicogênio prontamente disponíveis. Exigindo assim que o corpo consiga
energia a partir de gordura ou mesmo de proteína muscular. Seu corpo
literalmente quebra os músculos para fornecer energia para sua corrida. E
diminui sua massa muscular magra. Isso, é claro, não é bom para os atletas.
A
proteína é, na verdade, uma fonte de energia relativamente ineficiente porque é
mais difícil de quebrar do que os outros macronutrientes. Ela é o
último recurso do seu corpo durante os exercícios prolongados (ou fome
excessiva). E, além de consumir os seus músculos, também produz nitrogênio como
um subproduto do metabolismo, que precisa ser removido pelo corpo e requer
energia para isso.
Os
corredores que seguem dietas com baixo teor de carboidratos podem contornar
isso, porque essas dietas (como a cetogênica) diminuem a
disponibilidade de glicose. Elas forçam o corpo a se tornar muito eficiente em
quebrar e utilizar gordura como combustível. Quanto mais você estiver adaptado
à queima de gordura, de maneira mais eficiente você usa as reservas de gordura.
Isso poupa o colapso do tecido magro e alguns dos seus efeitos negativos. Até
os mais magros entre nós têm uma grande quantidade de gordura para usar como
combustível.
Correr com restrição calórica.
Mas
correr por muitos quilômetros em restrição calórica ou preparar seu corpo para
queimar mais gordura pode ser perigoso. Isso, na verdade, engana seu corpo e
seus hormônios e leva ao modo de inanição.
Com
o tempo, seu metabolismo tende a diminuir. Sua tireoide, que produz os
hormônios que regulam a taxa metabólica do corpo, diminuirá. Você vai se sentir
mais lento porque seu corpo não está no modo de luta ou fuga. Na verdade, ele
está economizando energia porque sente o déficit calórico. Se você está
tentando treinar pesado, vai se sentir muito mal.
Uma
taxa metabólica mais lenta também pode retardar sua recuperação, porque você é
capaz de fornecer os substratos para restaurar células danificadas como
resultado do exercício. E isso não é ideal em termos de adaptação ao
treinamento.
Para
não mencionar que a restrição de calorias muitas
vezes leva à má ingestão de vitaminas e minerais essenciais, como ferro, ácido
fólico ou vitamina B12. O que pode levar a anemia e fadiga. Isso pode estar
associado com a ingestão deficiente de cálcio e vitamina D. Juntamente com a
queda de estrogênio e testosterona secundária à restrição calórica.
Isso pode levar a ossos mais fracos, que podem se fraturar mais facilmente em
nos treinos intensos. Não é ideal para uma preparação de corrida, não é
mesmo?
É
também aí que você começa a correr o risco de desenvolver condições mais
sérias. Como a deficiência de energia relativa no esporte (RED-S), um termo
mais amplo para o que era conhecido anteriormente como tríade da atleta
(adivinhe, acontece com os homens também).
Mas o que eu irei sentir se começar
a correr com restrição de calorias?
É
como bater no muro no quilômetro 30 de uma maratona. Essencialmente,
seu cérebro está fugindo do esgotamento total de energia. Isso porque você não
tem glicogênio suficiente, e não pode absorvê-lo rápida ou suficientemente. Se
o seu cérebro não tem uma fonte de glicose, ele desliga o corpo. É por isso que
você basicamente experimenta essa fadiga catastrófica. Resumindo, você não está
ficando sem combustível (você ainda tem gordura corporal, afinal de contas). É
mais sobre não poder usar o combustível que você tem (gordura) de forma
eficiente.
Imagine
que você está em uma dieta com restrição calórica (com
apenas algumas centenas de calorias por dia) e está no meio de um plano de
treinamento. Em vez de sentir o cansaço bater no quilômetro 20 ou 30, você pode
começar a sentir a fadiga mais cedo. Basicamente, seu corpo não tem energia
rápida disponível para a corrida. Por isso, requer a ingestão de rápida de
calorias para superar esse muro.
Isso
até faz sentido em uma maratona. Mas não deve fazer em uma distância mais
curta, como 15 km ou, até mesmo, em uma meia maratona. Parte dessa sensação é
falta de combustível metabólico. E a outra parte é o impulso central. Você está
fadigando mais cedo porque o cérebro pode estar percebendo algum tipo de
déficit metabólico e enviando sinais aos músculos para não serem ativos porque
isso está queimando um combustível precioso.
O que fazer?
No
final do dia, sua ingestão de calorias deve ir de acordo com seu estilo de vida
saudável e ativo. Embora seja bom querer perder peso (e sabemos que a corrida é
uma das melhores e mais acessíveis maneiras de fazer isso), você nunca quer
sacrificar seu desempenho. Lembre-se, é mais complexo do que simplesmente
cortar calorias. Portanto, pense nos alimentos como combustíveis e coma
pensando em seu treinamento e suas metas pessoais.
O
post Como a restrição calórica pode
afetar o desempenho aparece
primeiro no Go Outside.

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