FONTE: ***
, Thaís Lopes Aidar, https://www.msn.com/
A ansiedade e o
estresse se intensificaram durante o período de isolamento social devido à
preocupação excessiva sobre o momento que vivemos. Concomitante a isso, a pele
passou a sofrer mais com espinhas, olheiras e ressecamento, além da piora em
quadros já existentes de eczemas, vitiligo, caspa, alopecia, herpes e psoríase.
"Há
vários estudos ligados ao emocional e a piora dessas doenças, pois a ansiedade
funciona como um gatilho, sobretudo para quem já tem pré disposição genética a
desenvolvê-las", explica a dermatologista Gina Matzenbacher, da Clínica
Leger.
A
médica alerta ainda para a necessidade de entender que esse sentimento não
causa essas doenças, mas age como um estímulo para o seu aparecimento ou
agravamento. Portanto, é fundamental tratá-lo para obter resultados nas demais
áreas afetadas. Afinal de contas, um emocional abalado impacta a saúde como um
todo.
Assim,
segundo Gina, quando esse impacto emocional reverbera em prejuízos para a pele,
é dado o nome de psicodermatoses. "Nesses casos, ansiedade prejudica a
barreira cutânea, levando a condições inflamatórias e a hábitos como coçar
insistentemente alguma região, ocasionando feridas e descamações. Já no couro
cabeludo, ocorre a dermatite seborreia e até à queda de cabelo
(alopecia)", complementa.
Ela
conta que o herpes simples, uma patologia viral, é um grande exemplo para esse
cenário: "o estresse e a ansiedade podem contribuir fortemente para sua
aparição, causando desconforto em diversas regiões em forma de
eczemas".
Embora
já pareçam muitos problemas, a lista não para por aí! A dermatologista lembra
do melasma, um vilão que aparece com mais frequência em mulheres jovens e se
caracteriza por manchas castanho-escuras na pele, geralmente no rosto.
Ela
explica que essa hiperpigmentação acontece em decorrência da produção excessiva
de cortisol, um hormônio afetado pelo estresse, que estimulará os melanócitos -
células responsáveis pela pigmentação - culminando nesses sinais.
Essa
relação é explicada também por estudos, os quais comprovam que impactos
emocionais ativam o gene proopiomelanocortin, incitando a pele a produzir mais
pigmento.
Tratando
as psicodermatoses.
A
especialista reforça que essas doenças podem aparecer ou piorar mesmo quando o
paciente não sai de casa e mantém uma rotina de skincare diária. Assim, é
imprescindível recorrer a um tratamento completo envolvendo pele e emocional.
"É
preciso buscar formas para tentar lidar com a situação atual, como ter noites
de sono saudáveis, buscar auxílio da terapia e praticar alguma atividade física
para manter o equilíbrio entre a saúde física e mental", reforça a médica
Por
isso, no surgimento de algum sintoma ou agravamento de condições já existentes,
é fundamental procurar um dermatologista para receber as orientações corretas e
tratar essas questões com supervisão do profissional. Além disso, psicólogos
poderão complementar com recursos terapêuticos, de modo a aliviar o estresse e
a ansiedade.
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Consultoria: Gina
Matzenbacher, dermatologista da Clínica Leger.

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