FONTE: Redação
, https://www.msn.com/
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde revelados
no final de 2020 mostram que no ano anterior cerca de 38,1 milhões de
brasileiros sofriam com a pressão arterial alta, a famosa hipertensão. Os
números mostram que houve um acréscimo de 2,5% em relação à quantidade de
pessoas com a mesma enfermidade na pesquisa feita em 2013.
Porém,
os números da pesquisa mostram duas situações preocupantes: a primeira é que,
em 2019, 72,2% dos hipertensos afirmaram ter recebido assistência médica para a
doença nos 12 meses anteriores à entrevista. E a outra é que os dados também
revelam que a incidência é maior conforme a idade, atingindo 62,1% da população
de 75 anos ou mais.
Segundo
o cardiologista Dr. Roberto Yano, quem tiver com a pressão igual ou acima de
140 por 90 mmHg deve ficar atento. “Se a pessoa encontrar valores acima de 140
e/ou 90 mmHg em 2 medidas e em dias diferentes, é bom ficar de olho, pois pode
já estar hipertensa”, explica.
Os
cuidados também servem para aqueles que são chamados pré-hipertensos: “Aqueles
que estiverem com a pressão acima de 130 por 85 também devem começar a se
cuidar, pois já se sabe que nesses valores o risco de um infarto ou um derrame
já é maior”, destaca o médico.
Silenciosa,
mas traiçoeira, a pressão alta pode levar a uma série de comorbidades. “As
pessoas com pressão alta acabam tendo mais possibilidade de desenvolverem
doenças cardiovasculares, como um infarto ou AVC, por exemplo. O grande
problema se encontra quando se fala nos sintomas. Afinal, o paciente não sente
nada no primeiro momento, então muitas vezes ela já está precisando de ajuda e
nem percebe”, detalha Dr. Yano.
Porém,
quando a pressão sobe mais ainda, aí alguns sinais podem ser observados. “Pode
acontecer da pessoa ter náusea, vômito e dor de cabeça. Isso acontece quando a
pressão está mal controlada. Em casos mais graves, a pessoa pode ficar com a
visão turva, ter alucinações visuais, sofrer confusão mental, ou até entrar em
coma ou ter crises convulsivas”, alerta. Ele observa que, dependendo da
gravidade do quadro, algumas pessoas podem precisar de internação até em
unidade de terapia intensiva.
Mudanças
de hábitos é fundamental.
Mas,
antes de se preocupar com a gravidade da doença, uma boa notícia é que é
possível se cuidar e evitar tamanhos transtornos. “A primeira coisa é procurar
um bom cardiologista, fazer o seguimento clínico, seguir à risca o que ele
orienta e mudar o estilo de vida”, oriente o médico.
E
como fazer isso? É importante se exercitar ao menos 150 minutos por semana.
Manter-se no peso adequado, afinal, a hipertensão está diretamente ligada à
obesidade. Pacientes acima do peso ideal costumam ter pressão mais alta, logo o
recomendado é manter o IMC sempre abaixo de 25. Para isso, nada melhor do que
uma dieta balanceada, aumentando o consumo de frutas, hortaliças, laticínios
com baixo teor de gordura, e cereais integrais.
Além
disso, ele recomenda o consumo moderado de oleaginosas e reforça a redução de
alimentos ricos em gorduras, doces e de bebidas com açúcar, além das carnes
vermelhas. Além disso, um grande vilão que faz parte do dia-a-dia de qualquer
pessoa e deve ter seu uso reduzido é o sódio, explica o cardiologista. “O
hipertenso deve usar apenas dois gramas de sódio por dia, o que dá mais em
torno de cinco gramas de sal”, lembra.
Cigarro?
Nem pensar. Dr. Yano lembra que ele além de elevar a pressão, vai ainda
acelerar o processo de aterosclerose, levando o paciente ao infarto ou ao
derrame cerebral precocemente.
Além
destas medidas, existem ainda os medicamentos anti-hipertensivos, que, recorda
Dr. Roberto, devem ser avaliados e prescritos somente com orientação de um
médico. “Se cuidem, pois a pressão alta é uma doença silenciosa e que pode
trazer muitos problemas graves quando não tratado precocemente”, conclui.

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