FONTE:
, Fabiana Schiavon, https://www.msn.com/
Escolher
um estilo de vida mais saudável pode diminuir o
risco de demência mesmo entre pessoas com histórico
familiar desse tipo de doença. Uma pesquisa apresentada em uma conferência
da American Heart Association revelou uma
lista de seis bons hábitos capazes de colaborar com a saúde do cérebro.
Ter
um parente de primeiro grau – como pai ou irmão – com demência é um fator
relevante. Para ter ideia, a diferença no risco de desenvolver a doença é de
75% em relação a quem não possui o histórico familiar. Também entram em jogo
questões como idade, sexo, raça,
além de presença de hipertensão, colesterol alto,
diabetes do tipo 2 e depressão.
“O
risco aumenta com o envelhecimento: ele é de 2% entre 60 e 65 anos, e chega a
30% depois dos 85. As mulheres têm uma tendência de sofrer mais de Alzheimer e
os homens, de demência vascular”, explica Alexandre Busse, geriatra e
coordenador do serviço de gerontologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
“No
nosso país, a baixa escolaridade é um aspecto muito importante. Abaixo de
quatro anos de estudo, o perigo aumenta”, completa o médico.
O estudo.
Durante
quatro anos, 302 239 homens e mulheres de 50 a 73 anos tentaram seguir os
seguintes hábitos:
- Apostar em uma dieta com mais frutas e vegetais, e menos carne processada
e grãos refinados
- Praticar 150 minutos de exercícios físicos por semana, de
moderado a vigoroso
- Beber com
parcimônia
- Não fumar
- Dormir de seis a nove horas por
noite
- Manter o IMC (índice de massa
corporal) abaixo de 30
Oito
anos depois, os participantes com histórico de demência familiar que incorporaram pelo
menos três desses comportamentos tiveram uma redução
de 25% a 35% na probabilidade de desenvolver a doença em
comparação aos que seguiram dois ou menos hábitos saudáveis.
No
geral, colocar em prática três dessas medidas diminui o risco em 30% mesmo
quando os indivíduos têm histórico familiar somado a outros fatores de risco.
Para
a autora do trabalho, Angelique Brellenthin, da Iowa
State University, nos Estados Unidos, os dados apontam que padrão alimentar,
atividade física e tabagismo afetam o risco geral de demência entre pessoas que
tenham ou não uma relação genética com a doença. E isso abre espaço para a
prevenção no dia a dia.
Um
detalhe: para que o exercício físico tenha alguma ação no cérebro, é
fundamental que ele seja pelo menos moderado. “Não
importa a modalidade: caminhada,
corrida, bicicleta ou natação. É preciso que ocorra aumento na frequência
cardíaca e respiratória e que a pessoa sinta o corpo suar”, explica Busse.
A
recomendação é que a população se esforce para seguir ao menos três desses
hábitos, mas que as mudanças sejam feitas de forma gradual.
Os pesquisadores alertam, ainda, que o estudo não prova que o estilo de vida pode causar ou prevenir a demência – apenas evidencia que os hábitos e o risco da doença estão associados. “São evidências importantes de que uma rotina saudável pode ter impacto positivo na saúde do cérebro”, reforça Mitchell Elkind, presidente da American Heart Association.

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