FONTE:
, Cleber Bernuci, https://www.msn.com/
A transmissão ao vivo da TV Cultura, comandada pelo narrador
Geferson Kern e pelo comentarista Rodrigo Mattar, por si só, já foi um
espetáculo à parte. Um domínio absurdo de informação, de correção, de técnica,
de história. Uma aula. Da corrida, então, nem se fala. Ou melhor, se fala, sim:
altíssimas doses de adrenalina em um sprint de 804,5
quilômetros.
Uma
corrida de 200 voltas em um oval (ou retângulo, como queiram) em que os carros
superam os 360 km/h e com apenas duas intervenções por bandeira amarela. Muita
gente, inclusive, se deu mal apostando que nas voltas finais poderia haver
alguma delas, o que traria a oportunidade de economizar combustível, já que
abastecer e trocar pneus durante bandeira verde não é o melhor dos mundos.
Dramas,
estratégias, questionamentos. Um clichê mais do que verdadeiro, mas trata-se de
um velocíssimo jogo de xadrez. Todo mundo “cozinhando o galo” a 220 milhas por
hora durante 180 voltas para ir com tudo nas 20 finais.
E
para coroar o que já estava ótimo, uma vitória brasileira. Helio Castroneves,
que depois de 20 anos correndo pela toda-poderosa Penske, assinou com a nanica
Meyer-Shank Racing e em sua estreia pelo time, venceu a principal corrida dos
Estados Unidos.
A
principal, não. As principais. Helinho, com um aproveitamento 100% em 2021,
venceu também as 24 Horas de Daytona em janeiro.
No
oval de Indianápolis, Castroneves igualou um recorde: sua quarta vitória nas
tradicionais 500 Milhas o colocaram no panteão dos maiores vencedores da
história da prova, junto de AJ Foyt, Al Unser Sr e Rick Mears. Um assombro
vindo do piloto de 46 anos, o único que agora poderá superar seus colegas de
recorde e se isolar como o maior da história de Indianápolis.
Foi
a oitava vitória brasileira na prova: duas de Emerson Fittipaldi, uma de Gil de
Ferran, uma de Tony Kanaan e agora quatro de Helio Castroneves.
O
domingo na tela da TV Cultura trouxe um pacote mais do que completo de emoção,
adrenalina, informação e explosão de felicidade. Um calor na bandeirada
quadriculada que só pôde ser arrefecido com uma bela garrafa de leite.

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