FONTE:
, Natasha Pinelli
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Doenças
autoimunes são aquelas desencadeadas pelo próprio sistema imunológico, que
começa a confundir determinadas proteínas do corpo com agentes invasores,
atacando-as. No caso da miastenia gravis, o organismo produz anticorpos que bloqueiam
os receptores de acetilcolina nos nervos responsáveis por estimular a contração
dos músculos, causando fraqueza muscular.
“Os
mais suscetíveis costumam ser os músculos da região dos olhos, levando a
pálpebras caídas e visão dupla. Também pode haver dificuldade para realizar
tarefas simples do dia a dia, como estender roupa no varal, lavar os cabelos e
até na deglutição”, explica Eduardo Estephan, neurologista especialista em
doenças neuromusculares e diretor científico da Associação Brasileira de
Miastenia (Abrami). Caso identifique alguns desses sintomas, a indicação do
especialista é consultar imediatamente um neurologista.
De
acordo com o Ministério da Saúde, a incidência da condição varia de 1 a 9 por
milhão de habitantes, e a prevalência de 25 a 142 por milhão de habitantes,
havendo um discreto predomínio em mulheres. Já os picos de ocorrência variam
entre 20 e 34 anos para a população feminina, e 70 a 75 anos para homens.
Apesar
de ser a forma mais comum, além da autoimune, há a miastenia congênita. “Nesse
caso, não se trata de um ataque imunológico, mas sim de uma mutação que o
paciente carrega desde o nascimento”, diz o médico.
Tratável,
a miastenia gravis pode levar a quadros mais complexos durante os chamados
momentos de descompensação ou crises miastênicas. Durante esse período, o
paciente pode apresentar insuficiência respiratória ou impossibilidade de
deglutir.
Desafio
no diagnóstico.
As
sensações de fadiga e cansaço relatadas pelos pacientes combinadas à flutuação
dos sintomas tendem a dificultar o diagnóstico da miastenia gravis, uma vez que
muitos demoram para relacionar a condição a um problema neuromuscular. Daí a
importância do Dia Mundial da Miastenia. Celebrada no dia 2 de junho, a data
coloca a doença em pauta e conta com o apoio de organizações como a Cellera
Farma e a Abrami.
“Dois
exames podem contribuir para a confirmação do quadro: a eletroneuromiografia e
a pesquisa de anticorpos”, explica o neurologista. No primeiro, sensores e
eletrodos estimulam a atividade dos músculos, revelando se existe ou não
fadiga. Já a análise laboratorial testa a resposta dos anticorpos à
acetilcolina. Uma análise clínica bem detalhada, com atenção ao histórico dos
sintomas de fraqueza muscular, também é essencial para o sucesso do diagnóstico.
Tratamento
e qualidade de vida dos pacientes.
“Apesar
de não ter cura e ser uma doença complexa, a miastenia gravis é tratável e
controlável. Quem recebe o diagnóstico positivo pode levar uma vida normal”,
pondera Estephan.
O
tratamento prevê ações em diferentes frentes. Medicamentos específicos que
ajudam a melhorar os sintomas podem ser associados ao uso de corticoide e
imunossupressores. Também há a possibilidade de os pacientes com alteração no
timo, glândula localizada entre os pulmões e o coração e que atua no sistema
imunológico, serem encaminhados para uma cirurgia de retirada.
Quando
o assunto é novidades para o controle da miastenia gravis, o futuro é
promissor. “Há diversas pesquisas e testes em andamento para corrigir ou
substituir os genes defeituosos”, finaliza o especialista.

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