Alimentação correta ajuda a diminuir dores e os desconfortos.
Mal humor, dor de cabeça, ansiedade, nervosismo, choro fácil, depressão. Todos os meses, milhares de mulheres (e seus companheiros, forçados a conviver com a súbita mudança de comportamento) sofrem com a tensão pré-menstrual, também conhecida com a sigla de TPM.
A auxiliar de enfermagem Cibele Gonçalves, 32 anos, por exemplo, desde a adolescência era conhecida por suas "crises existenciais" mensais. "Meus irmãos ficavam desesperados e brincavam que precisam sair de casa durante a minha TPM", lembra. A situação só mudou, quando ela começou a fazer um tratamento que, entre outras indicações, reduzia o sal e o açúcar da alimentação.
De acordo com a coordenadora do Centro de Estudos e Atendimento Dietoterápico,da Universidade Estadual da Bahia (CEAD/UNEB), a nutricionista Edilene Queiroz, a mudança de comportamento feminino não é por manha ou mimo.
"A alteração de comportamento é resultado da queda da serotonina do corpo durante o período", explica ela, destacando que esse neurotransmissor tem um papel fundamental na comunicação entre as células e o cérebro, atuando como peça chave no funcionamento do sistema nervoso.
COMIDA DO BEM.Ela lembra ainda que nessa fase, a alimentação correta é um aliado importante para reduzir os desconfortos e minimizar os sintomas da temível TPM. Por isso mesmo, dez dias antes da menstruação chegar é fundamental adotar algumas atitudes que garantirão uma passagem menos dolorosa pelo período menstrual.
Segundo a nutricionista, nesses dias é fundamental retirar da alimentação produtos alergênicos (ou seja que causam hipersensibilidade e alergias) como o leite, as farinhas brancas, o glúten, as carnes vermelhas, ovos, amendoim, entre outros.
"No lugar deles, a mulher pode optar por incluir frutas e verduras, além das folhas mais escuras (como o couve, rúcula, agrião e brócolis), que são ricas em ferro, ácido fólico e vitamina K", esclarece. As folhas escuras têm ainda o benefício de ajudar a circulação sanguínea.
A coordenadora do CEAD lembra que os chamados alimentos alergênicos terminamirritando o organismo, causando reações agudas e crônicas e atingindo os órgãos que já estão mais sensibilizados, além de favorecerem a exacerbação de sintomas como as dores de cabeças, náuseas, entre outros.

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