FONTE: Rivânia Nasc REPÓRTER, TRIBUNA DA BAHIA.
Além de madrugar e enfrentar filas quilométricas em frente à clínica Oftalmo Diagnose, na Avenida Ademar de Barros, na Ondina, para ter acesso gratuito a medicamentos no tratamento de glaucoma, que custam entre R$ 70 e 140, os pacientes ainda reclamam que muitos carros luxuosos param em frente à clínica deixando outras pessoas na fila para pegar senha e medicamentos destinados à população carente. Segundo informações dos próprios pacientes, um dos motivos do aumento da demanda é atribuída à suspensão da distribuição dos remédios em outros postos de atendimento da cidade.
Segundo uma fonte que preferiu o anonimato, carros de auto luxo param com frequência em frente à clínica principalmente nos sábados, quando o movimento é mais intenso, e deixando outras pessoas na fila para adquirir a senha. “Eles nem na fila ficam, mandam os empregados pegarem a senha e voltam depois para buscar o medicamento, já que para fazer isso a clínica exige a presença do paciente”, afirmou um paciente.
A dona de casa Ana Maria de Oliveira, portadora de glaucoma, é tratada na clínica há mais de seis meses e faz uso de dois colírios. Nos passamos horas na fila e acho injusto a distribuição de medicamentos para pessoas com poder aquisitivo elevado”, declara
A distribuição de senhas de atendimento começa às 8h, mas a partir das 6h a fila já é muito grande. O aposentado Marivaldo Chaves é um dos que madrugam na porta da clínica. Ele e a esposa usam quatro tipos de colírios e os preços, segundo ele, variam entre R$ 60 e 140, por isso, acrescenta que se não fosse a distribuição gratuita dificilmente conseguiria comprá-los.
“Eu chego cedo com minha esposa, que também tem glaucoma, e, mesmo com a fila grande que se forma, sempre somos atendidos, mas infelizmente muitas pessoas que não precisam tomam o lugar de outras muito mais necessitadas, mas fazer o quê se o atendimento é publico?,”afirma.
De acordo com informações de funcionários da Oftalmo, a clínica atende, a depender da demanda, em torno de 300 a 400 pacientes diariamente, das 8h às 16h, tanto para consulta com oftalmologista como na distribuição de medicamentos para os casos de glaucoma, e, além disso, os medicamentos só são entregues com a presença do paciente e mediante apresentação de documentos de identificação e cartão do SUS.
A funcionários, explicam ainda que é difícil barrar essas pessoas porque o progra- ma, que é feito através do Sistema Único de Saúde, não distingue classe social.
A dona de casa Risoldete Silva diz que a distribuição dos medicamentos antes era feita no Hospital São Jorge, no Largo de Roma, mas que há mais de seis meses o atendimento foi transferido para a clínica Oftalmo Diagnose.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Saúde da Bahia, mas não obteve sucesso.
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