FONTE:https://www.ibahia.com/
Após a prorrogação do auxílio, o governo deve
turbinar o Bolsa Família.
O
governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses, segundo
fontes que acompanham a negociação para estender o benefício. O número de
parcelas extras, no entanto, pode chegar a três, dependendo da evolução da
pandemia de Covid-19.
A
nova rodada deve manter os valores de R$ 150 (para pessoas que moram sozinhas),
R$ 375 (para mães chefes de família) e R$ 250 (para os demais casos). O número
de famílias beneficiadas deve ficar em 39,2 milhões.
A
prorrogação do auxílio faz parte do plano do Executivo para evitar que a
população mais vulnerável fique descoberta enquanto a reformulação do Bolsa
Família não sai do papel.
Parte
da prorrogação será bancada com cerca de R$ 7 bilhões que sobraram do limite de
R$ 44 bilhões autorizado pelo Congresso para pagar a rodada do benefício neste
ano. Esse valor seria suficiente para mais uma parcela. O restante será
financiado com a edição de uma medida provisória (MP) de crédito
extraordinário, fora do teto de gastos.
Após
a prorrogação do auxílio, o governo deve turbinar o Bolsa Família, apenas
reajustando o tíquete médio do benefício para R$ 250. Hoje, este valor está na
faixa dos R$ 190. Também está prevista a ampliação do número de famílias
atendidas, hoje em 14,6 milhões.
Essa
ampliação será bancada pela economia de recursos no Orçamento do programa para
este ano, já que a maioria dos beneficiários migraram para o auxílio
emergencial. Dos R$ 34,8 bilhões reservados para o Bolsa Família neste ano, o
governo gastou até agora R$ 10,4 bilhões.
Esse
passo ocorreria antes de uma reformulação completa do programa, que começaria a
ser discutida neste ano, mas só entraria em vigor em 2022.
Vale-creche poderá ser usado com cuidadores.
Nesta
nova versão, o repasse em dinheiro deve ser complementado por outros tipos de
auxílio, como um voucher para mães que precisarem deixar filhos pequenos para
trabalhar tenham acesso a creche. Em uma versão mais recente da proposta, o
vale de R$ 250 poderá ser usado também para pagar cuidadores de crianças, que
poderiam ser até parentes dos beneficiários;
Para
garantir que o serviço de cuidador seja de fato oferecido, estão previstas
visitas a domicílio para avaliar a qualificação da pessoa indicada para fazer o
serviço.
Em
outra frente, o governo pretender fazer uma ligação entre o Bolsa Família e o
atual Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ideia é dar uma ajuda
financeira às famílias para que elas possam plantar, colher e vender a produção
ao governo federal – fazendo uma ligação com o Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Em
vez de ficar dependente do Bolsa Família, essas pessoas poderão ter um ganho de
R$ 600 por mês, explicou um técnico a par do assunto. Seria uma porta de saída
junto com a recolocação no mercado de trabalho nas áreas urbanas, com uso de
ferramenta inteligente, aproveitando o banco de dados criado com o pagamento do
auxílio emergencial.
Ainda
em relação à transição para a saída de beneficiários, o governo pretende mexer
no tempo máximo de permanência no programa. Hoje, famílias chegam a ficar dois
anos no cadastro, após perder o direito à ajuda federal.
Também
por meio da plataforma, o governo poderia captar vagas no mercado de trabalho,
entrar em contato com os empregadores “anjos” dispostos a treinar e empregar
pessoas de baixa. O plano prevê a criação de um selo para essas empresas,
segundo fontes.
O
novo programa prevê também pagamento de prêmio em dinheiro para crianças que
tiram boa nota e se destacam nos esportes.


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