O percentual de
domicílios sem nenhum rendimento está acima da média do Nordeste.
Em 2017, 4 em cada 10
pessoas (44,8% da população, ou cerca de 6,9 milhões de pessoas) na Bahia,
viviam abaixo da linha de pobreza, de acordo com dados divulgados pelo
Instituto de Geografia e Estastítica.
Os dados do IBGE
evidenciam que este percentual de pessoas, em 2017, ficava bem acima da média
nacional (26,5% ou cerca de 55 milhões de pessoas). Em Salvador, a proporção de
pessoas abaixo da linha de pobreza era quase a metade da encontrada no estado
como um todo: 2 em cada 10 habitantes (24,2% da população do município, o
equivalente a 715 mil pessoas).
De acordo com o
instituto, também aumentou, entre 2016 e 2017, o hiato da pobreza, ou seja, a
distância (em %) entre o rendimento médio das pessoas abaixo da linha de
pobreza e o valor limite dessa linha (R$ 406 mensais em 2017). O hiato de
pobreza aumentou de 20,2% em 2016 para 22,5% em 2017; já em Salvador, a
distância cresceu de 9,5% para 11,5%, de um ano para o outro.
Em 2017, 3,3% dos
domicílios do estado não possuiam nenhum rendimento per capita, o que
representava cerca de 168 mil residências onde nenhum morador tinha renda. Era
o maior percentual do país, empatado com o do Amazonas, onde os 3,3%
representavam, porém, muito menos domicílios: cerca de 36 mil em números
absolutos.
Por fim, o IBGE
afirma que o percentual de domicílios sem nenhum rendimento (3,3%) ficava acima
da média do Nordeste (2,4% ou 440 mil domicílios). Esse valor é ainda um
pouco maior do que o percentual dos domicílios que pertenciam à faixa de
rendimento per capita mais elevada: 3,1% das residências no estado (159 mil)
tinham rendimento per capita maior do que 5 salários mínimos (R$ 4.685 por
morador em 2017).

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