Se você é do tipo que
ama carne vermelha e não vive sem ela no dia a dia, saiba que consumo em
excesso aumenta o risco de doenças cardíacas, de acordo com estudo publicado no
European Heart Journal.
Os cientistas
descobriram que pessoas que tiveram, por um mês, esse tipo de carne como sua
principal fonte de proteína apresentaram níveis de n-óxido de trimetilamina de
duas a três vezes maiores do que aqueles que consumiam mais carne branca ou
não consumiram carnes no mesmo período. A substânciam é liberada pelas bactérias
do intestino durante a digestão.
Em trabalhos
anteriores, a equipe de cientistas descobriu que a substância altera as
plaquetas do sangue aumentando o risco de trombose ou coágulos sanguíneos. Isso
aumenta o risco da formação de placas que bloqueiem a circulação de sangue nas
artérias, aumentando risco de doenças do coração.
Além disso, os
cientistas perceberam que as pessoas na dieta de carne vermelha tiveram uma
redução na eliminação da n-óxido de trimetilamina pelos rins, mais uma vez
comparados aos voluntários que não consumiram carne vermelha.
Como o estudo foi
feito.
Para chegar a estes
resultados, os cientistas separaram 113 voluntários para que seguissem três
dietas rigorosamente durante quatro semanas.
A dieta variava de
acordo com sua principal fonte de proteína. Na de carne vermelha, 12% das
calorias diárias vieram de carne vermelha magra (porco e carne de vaca),
enquanto na dieta de carne branca, vieram da carne de frango. Já na
alimentação sem carne, 12% da ingestão diária de calorias veio de leguminosas,
nozes, grãos e produtos de soja.
Em todas as dietas, as
proteínas no total contabilizavam como 25% das calorias diárias, e os outros
13% foram preenchidos com ovos, leite e derivados e fontes vegetais.
Após quatro semanas com
a dieta de carne vermelha, a maioria dos indivíduos aumentou os níveis de
trimetilamina no sangue e na urina --para alguns indivíduos, os níveis foram 10
vezes maiores.

Nenhum comentário:
Postar um comentário