Uma nova pesquisa
publicada no periódico científico Diabetologia recrutou 705 pessoas, em
sua maioria idosas, com objetivo de descobrir se o diabetes
tipo 2 está associado a uma maior chance de atrofia cerebral e declínio
cognitivo, e se os dois estão relacionados.
Os participantes, que
tinham entre 55 e 90 anos foram submetidos à ressonância nuclear magnética
(para checar seu volume ventricular lateral e total do cérebro - medidas de
atrofia cerebral) e medidas neuropsicológicas (função global e sete domínios
cognitivos) em três momentos ao longo de um período médio de 4,6 anos.
Após considerarem
fatores como idade, sexo, educação e, risco vascular, acidente vascular
cerebral, pressão alta, colesterol alto e índice de massa corporal, que
poderiam causar alterações nos resultados, os autores relataram que houve
associações significativas entre o diabetes tipo 2 e maior declínio tanto na
memória quanto na fala dos pacientes.
No entanto, ao
contrário do que estudos anteriores relatam, a diminuição do volume cerebral,
frequentemente encontrada em pessoas idosas com diabetes tipo 2, não se mostrou
diretamente associada ao declínio cognitivo durante o período de tempo
analisado.
Os cientistas
responsáveis esperam que a análise possa levar a novas intervenções
farmacológicas e de estilo de vida para prevenir efeitos cerebrais negativos em
pessoas com diabetes tipo 2 - e o mais cedo possível, para que os danos sejam
menores.


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