Um novo estudo da University of
Bristol indica o índice de massa corporal (IMC) como uma ferramenta eficaz
para avaliar a obesidade e a saúde.
Uma medida simples
baseada em peso e altura, o IMC é amplamente utilizado para avaliar se uma
pessoa tem um peso saudável. No entanto, sua confiabilidade é frequentemente
criticada, já que distingue gordura de músculo e não nos diz onde a gordura
corporal é armazenada.
Para chegar à
conclusão, a pesquisa, publicada no Journal of American College of
Cardiology, usou imagens corporais de 2.840 jovens para examinar os dados
do IMC em comparação a quantidade de gordura.
Os responsáveis
estudaram os efeitos da gordura total e em lugares específicos do corpo, além
de 230 características diferentes relevantes para o metabolismo e risco futuro
de doença cardíaca, como colesterol e pressão arterial. Estes efeitos foram
comparados com aqueles vistos quando se utiliza o IMC como medida.
Os cientistas
descobriram que uma gordura total maior aos 10 e 18 anos estava associada a
níveis prejudiciais de características cardiometabólicas, como pressão arterial
alta e colesterol adverso e perfis inflamatórios aos 18 anos.
Os efeitos pareciam
piorar com o tempo e eram mais impulsionados pela gordura armazenada no tronco,
embora os ganhos na gordura das pernas também parecessem prejudiciais.
Valores mais altos de
IMC mostraram efeitos semelhantes aos da gordura total e do tronco, refletindo
que as medidas exercem a mesma função.
"O IMC é
frequentemente criticado. Nosso estudo perguntou quão útil ele realmente é para
detectar os efeitos da obesidade sobre a saúde, colocando-os contra medidas
mais objetivas. Descobrimos que o IMC simples fornece respostas muito
semelhantes a medidas mais detalhadas. Esta é uma boa notícia, já que o IMC
é amplamente medido e não custa nada", explica Joshua Bell, principal
autor do estudo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário