Muitas pessoas veem
o iogurte como um aliado para uma vida mais saudável. Rico em
proteína, cálcio e probióticos, o iogurte é a escolha certa de nutricionistas
para quem está em dieta ou procura melhorar suas hábitos alimentares.
Mas, por baixo do
rótulo "saudável", a maioria das marcas disponíveis no mercado se
parecem mais com sobremesas do que com um alimento realmente benéfico para a
nossa saúde.
Um estudo publicado
no jornal científico BMJ Open revelou
que a maioria das marcas de iogurtes encontrada nos supermercados do Reino
Unido contém altas quantidades de açúcares, muito mais do que o recomendado por
nutricionistas. Mesmo as marcas orgânicas, muito relacionadas à alimentação saudável,
tinham muito açúcar (cerca de 13 gramas de açúcar por 100 gramas de iogurte).
Aqui no Brasil, isso
não é diferente. De acordo com a nutricionista Anielle D'Angelo, de fato, a
maioria dos iogurtes vendidos no Brasil tem mais açúcar do que os consumidores
imaginam.
"A proposta do
iogurte está relacionada ao aumento da ingestão de proteína daquele consumidor,
assim como a ingestão das chamadas 'bactérias do bem'", disse ao HuffPost.
"Mas, tanto lá fora quanto aqui, a gente se depara com um aporte proteico
mais baixo e maior quantidade de açúcar, mudando completamente o objetivo
principal do iogurte."
Mas nem todos os
iogurtes são ruins. Segundo D'Angelo, algumas marcas e tipos oferecem uma boa
quantidade de proteína e carboidrato considerado "bom", que não causa
pico glicêmico no sangue. "Se a proposta é melhorar a saúde, é preciso
prestar mais atenção no rótulo nutricional do alimento", explica.
Abaixo 3 dicas
fundamentais para não errar na escolha de um iogurte realmente saudável.
1.
Atenção ao rótulo.
No supermercado, a dica
é prestar atenção tanto na tabela nutricional, quanto na lista
de ingredientes do iogurte. É no rótulo que você vai encontrar informações
sobre o produto e verificar se ele é, de fato, proteico, probiótico e tem
cálcio.
Lembre-se de que a
ordem dos ingredientes está de acordo com a quantidade dele no produto, então
os iogurtes mais açucarados e menos naturais terão o açúcar e produtos
industrializados no tipo dos ingredientes.
Prefira iogurtes mais
naturais, que têm poucos ingredientes, sem corantes nem conservantes.
2.
Proteínas e bactérias 'do bem'.
Se a proposta é
aumentar a proteína (fundamental para aumentar ou manter a massa muscular),
escolha iogurtes gregos, que costumam ter o macronutriente em maior
quantidade.
Para saber se o iogurte
é proteico, ele precisa ter, em média, entre 10 e 15 gramas de proteína em uma
porção de 150 gramas.
No rótulo, você também
vai verificar se o iogurte tem aqueles lactobacilos benéficos para o
funcionamento do intestino, quais bactérias que compõem o iogurte, etc.
3.
Qual carboidrato é usado.
Não se deve só olhar a
quantidade de carboidrato, mas o tipo dele. E isso você vai encontrar na lista
dos ingredientes.
Muitos iogurtes são
ricos em açúcar refinado, considerado o pior tipo de açúcar, como você pode
conferir neste ranking elaborado pelo HuffPost.
"Além de alimentar o aporte calórico, ele aumenta a carga glicêmica do
produto."
O açúcar de coco e
outros açúcares naturais, como mel, são os mais indicados pela nutricionista.
"Evite o açúcar branco, mesmo sendo orgânico", reforça Anielle.
Se o iogurte usa
adoçante, os mais saudáveis são o stevia e o xilitol. Mas o ideal, de acordo
com a nutricionista, é consumir o iogurte sem qualquer adição de açúcar ou
adoçante.
Se mesmo assim você
preferir um iogurte com açúcar, a nutricionista alerta que a quantidade de
açúcar não deve ultrapassar 6 gramas.



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