É só começar a
esquentar que todo curitibano já começa a pensar em uma forma de se refrescar.
Mas, apesar de as cavas e lagos que existem na cidade serem uma verdadeira
tentação, elas nunca devem ser consideradas uma opção nesses momentos. De
acordo com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba,
nadar em cavas, rios e lagos impróprios para banho é tão perigoso quanto se
arriscar no mar sem a presença de salva-vidas. Como esses locais não
contam com acompanhamento de profissional habilitado para salvamentos, a
prática de nado nos parques municipais e nas cavas está proibida na cidade,
inclusive.
Por isso, a Defesa
Civil alerta os pais e responsáveis para ficarem de olho nas crianças e
adolescentes, evitando acidentes. “O alerta vale para todo mundo, mesmo
para quem se considera um nadador experiente”, afirma o coordenador da Defesa
Civil de Curitiba, Nelson de Lima Ribeiro. A proibição está indicada nas placas
dos parques públicos de Curitiba. “O desconhecimento sobre o terreno e sobre o
que se pode encontrar no fundo da cava, como pedras e galhos, pode acabar em
afogamento”, completa. O coordenador da Defesa Civil ainda alerta que, em
hipótese alguma, deve-se tentar saltar na água. “São inúmeros os obstáculos não
previstos e choques que podem ser provocados pelo impacto e acarretar sérias
lesões físicas”, salienta.
Mesmo com todos os
avisos, equipes em ronda da Guarda Municipal flagram a conduta imprópria. Um
exemplo é no Parque
Náutico e adjacências, no bairro Boqueirão. “Há
diversas placas de ‘Proibido Nadar’, mas as pessoas insistem e podem até perder
a vida por isso”, diz o chefe do núcleo da Defesa Social no Boqueirão, inspetor
Vilson Stempinhaki.
Para ampliar as
orientações e dar segurança a quem frequenta as áreas verdes nesse período de
temperaturas mais elevadas, a Prefeitura ampliou o efetivo da Guarda Municipal
nos principais parques da cidade, nos fins de semana. “Conseguimos inibir muito
dessa prática, mas é de extrema importância a consciência de cada um para
evitarmos tragédias”, acrescenta Stempinhaki.
Em caso de afogamentos
e emergências, deve-se acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a
Defesa Civil (199).


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