Dizer que WALDECK não tinha desafeto é está mentindo para mim mesmo que o conhecia como ninguém, só que os poucos desafetos que ele conseguiu ao longo de sua vida não representam um grão de areia em pleno oceano ou deserto.
De cada dez pessoas que falarem deste cidadão que nos deixou de forma tão bruta, com certeza todas irão falar bem, não apenas por ele ter partido, é por que sempre foi sinônimo de trabalho, zelo, dedicação e amor ao próximo.
Não tinha medo de “cara feia” se era para encarar ele encarava se era para recuar ele recuava na hora certa e prometendo que a luta ia continuar, foi assim durante toda sua vida, que dedicou maior parte dela principalmente às crianças sofridas e desamparadas desta e de outras cidades.
WALDECK, não é insubstituível, mas com certeza tão cedo a cidade não encontrará outra pessoa que se dedique as causas nobres e sociais tão cedo.
No dia doze (sábado) deste mês (dezembro), por volta de vinte e três horas ele sofreu um infarto e foi socorrido com vida por um dos filhos e sua namorada e prepostos do SAMU sendo encaminhado ao Hospital Santa Helena onde foi muito bem atendido pelo médico de plantão que sugeriu sua transferência para a capital do estado o que foi feito ainda no domingo (13) onde ficou internado até o dia vinte e seis (sábado), quinze dias após o infarto quando não mais resistindo a tantas tentativas de lhe salvar a vida veio a falecer.
DECK, como era carinhosamente chamado pela maioria da população jequiéense, deixou três filhos: TINHO, WALDECK JÚNIOR E FLAVINHO, além de um neto, ele que sempre procurou semear o bem partiu de uma maneira que ninguém esperava.
Com certeza ele se fosse, mas seu legado será lembrado para sempre as sementes plantadas por WALDECK, já estão dando seus frutos e com certeza darão por muito tempo, os amigos verdadeiros não deixarão que esta chama se apague de forma alguma.
Ontem quando das despedidas de WALDECK muitos foram os amigos que ainda no templo religioso onde seu corpo foi velado fizeram uso da palavra e não houvesse quem deixasse de elogiar o homem, o amigo, o pai, o avô, o funcionário dedicado e exemplar que ele foi a longo de sua vida tão curta. Ainda no cemitério muitas foram às justas homenagens prestadas na despedida deste que com certeza deixou para sempre marcado o seu nome na história de Jequié. Vai haver aqueles que irão tentar dizer o contrário, mas com certeza não serão ouvido uma vez que o clamor de carinho por ele foi e sempre será muito maior que qualquer ato de alguém que tente macular sua passagem aqui entre nós.
Na condição de seu amigo-irmão nos últimos meses gostava de brincar com WALDECK fazendo alusão ao personagem vivido pelo ator Bruno Gagliasso, na novela Caminho das Índias, o Tacio que se dizia ter um chip introduzido no corpo eu dizia sempre ao DECK que ele tinha era dois e que eu iria achar uma maneira de tirar um, tudo isto por que ele resolveu não deixar o bairro em que viveu parte de sua vida a URBIS III/IV (Agarradinho) com um papel no chão em decorrência de seu filho do meio Tinho, ter sido eleito presidente da Associação de Moradores do Bairro e ele dizer que arregaçaria as “mangas” da camisa para trabalhar e não iria deixar sua URB IS suja de jeito nenhum. As ruas e caminhos da URBIS não tinham placas de indicação qual era o caminho ou rua que você estava e ele junto aos órgãos competentes da prefeitura conseguiu placas para todo bairro, só que em todo e qualquer lugar existe “ESPIRITO DE PORCO OU PORCO DE ESPIRITO” e começaram a retirar ou arranhar as placas o que estava lhe deixando triste por que ele estava lutando em busca de melhorias para a sua comunidade enquanto alguém queria justamente o contrário.
Se for contar as experiências que tive ao seu lado vou ficar um bom tempo escrevendo matérias sobre ele, mas agora ele precisa descansar.
Os chips deram pane, o coração parou, WALDECK partiu, mas com certeza o que ele fez pela comunidade jequiéense jamais será esquecido, e todos nós teremos que nos lembrar sempre do sorriso, do aperto de mão, do abraço caloroso que ele nunca se negou a dar em qualquer pessoa que fosse rica ou pobre, preta ou branca para ele todos eram iguais independente de cor, raça ou credo religioso ou ainda condição financeira.
Que DEUS dê ao amigo-irmão WALDECK o descanso merecido.
Tenha certeza meu irmão que você foi e será sempre o nosso guerreiro, o nosso querido DECK. Não te esqueceremos.
Descanse em paz, pois você precisa e merece deste descanso.
CONFIRA VÍDEO EM HOMENAGEM A WALDECK, FEITO POR SEUS FILHOS.
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