FONTE: *** Luana Rocha, CORREIO DA BAHIA.
O PT queria que o PR ingressasse na aliança, mas não fizesse coligação na disputa das vagas com eles para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal. O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, já admitia que a chapa de Wagner teria mais de uma coligação para abrigar o PT e o PR.
Isso aconteceria, sobretudo, por conta da rejeição dos petistas ao nome de Borges. “O PMDB garantiu ao partido as coligações para os deputados estaduais e federais, o que vai permitir a construção de um projeto político comum e sólido, no qual todos possam crescer e trabalhar com a mesma força em favor da Bahia”, concluiu Borges.
SÓ ALEGRIA.
O atual deputado federal e pré-candidato ao governo era só alegria diante da nova composição e até fez metáfora. “Nossa candidatura superou os arrecifes e entrou em mar aberto”, filosofou Geddel. A adesão de César traz também dois minutos de tempo de propaganda eleitoral, além de 40 prefeitos do PR para a campanha de Geddel.
A decisão final foi definida na manhã de ontem (11). “Conversei com o senador sobre nossa visão de aliança que quer juntar com generosidade e sem embromação”. Com César, o PMDB vai rearrumar a composição da chapa. Estavam cotados os nomes do vice- prefeito Edvaldo Brito e do milionário João Cavalcanti para o Senado. “Vou conversar com os aliados para fazer isso. Tudo será na maior tranquilidade”, diz Geddel.
Ainda esta semana, o PMDB fará um evento oficial para divulgar a aliança. “Antes vamos a Brasília conversar com as lideranças nacionais do partido para assegurar também que vamos apoiar a candidatura do projeto do presidente Lula”, confirmou Geddel.
NORMAL.
No bloco da oposição, em que César Borges fez sua história política, a notícia foi recebida com naturalidade. O deputado federal ACM Neto (DEM)admitiu que desde que o PR fechou compromisso de apoiar a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência, Borges já não estava mais nos planos deles. “Já esperava que ele não ficasse conosco. Nós nem estavámos conversando mais. Nosso palanque é de José Serra (candidato do PSDB à Presidência) e o partido dele tem outra candidata”, disse Neto.
Para ACM Neto o anúncio da adesão não traz nenhum prejuízo político para os Democratas. “Nossa articulação já não contava com o senador. O DEM não terá prejuízo porque a gente estava preocupado com nossa chapa. Não poderíamos ficar com alguém que não estivesse com Serra”.
O DEM anuncia nos próximos dias a formação da chapa. Os nomes cotados são do ex-prefeito de Guanambi Nilo Coelho para vice-governador e José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana, para o Senado. Paulo Souto será o candidato ao governo.
WAGNER SE DIZ TRISTE E RESIGNADO COM A DECISÃO.
A decisão do senador foi comunicada ontem (11) para a cúpula do PT. “Estou sabendo agora dessa notícia. Desde sexta tento falar com o senador”, disse o presidente estadual do PT, Jonas Paulo.
Fontes ligadas ao PR afirmaram que o PT pretendia adiar para junho a decisão sobre as proporcionais, o que Borges temia. “Ele começou a achar que estava caindo numa armadilha porque não se tomava decisão”, explicou fonte próxima ao senador. No lugar de Borges, o nome do ex-secretário de Planejamento, Walter Pinheiro, aparece como provável candidato.
*** Notícia publicada na edição impressa do dia 12/04/2010 do CORREIO.
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