Cientistas da
Universidade de Washington, nos Estados Unidos, analisaram pacientes com Alzheimer
e encontraram diferenças suficientes para dividirem a doença em seis tipos
diferentes. De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode fazer com que
tratamentos específicos para cada grupo sejam aplicados, tornando-os mais
eficazes.
Publicado no periódico Molecular
Psychiatry na terça-feira (4), o estudo
observou pouco mais de 4 mil pacientes com Alzheimer. Os voluntários foram
divididos em seis grupos, com base no desempenho cognitivo no momento do
diagnóstico.
Pontuações cognitivas
foram divididas em quatro áreas: memória, funcionamento executivo, linguagem e
funcionamento visuoespacial. Os pacientes que foram
incluídos no maior dos seis grupos (39% dos participantes) tiveram pontuações
relativamente próximas em todas as quatro áreas. Aqueles do segundo maior grupo
(27% dos pacientes) tiveram escores de memória substancialmente inferiores.
Três dos outros grupos
puderam ser identificados por baixos escores de linguagem, de funcionamento
visuespaciais ou baixo funcionamento executivo em comparação com as outras
categorias. O grupo final, que continha 6% dos pacientes, teve escores mais
baixos em duas das quatro áreas cognitivas.
Os cientistas ainda
analisaram os grupos para encontrar variações genéticas entre eles que poderiam
ajudar a explicar os padrões de pontuação. Um total de 33 SNPs, ou locais
específicos do genoma, foram encontrados para ter fortes associações genéticas
com certos subgrupos. Até hoje, apenas 20 SNPs são vinculados à doença de
Alzheimer como um todo (sem quaisquer subgrupos).
Os próprios
pesquisadores afirmam que esse é apenas o começo sobre como podemos dividir a
doença de Alzheimer em mais tipos. No entanto, os resultados são um passo
importante para encontrar maneiras mais precisas de detectar um tratamento mais
eficaz e, quem sabe, um dia chegar à cura.


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