FONTE: Agência Brasil, TRIBUNA DA BAHIA.
A falta
de informação sobre o diabetes continua a ser uma agravante da doença no país.
É o que médicos alertam no Dia Mundial do Diabetes celebrado hoje (14).
O
diretor científico da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
(SBACV), Vasco Lauria, disse que mesmo com campanhas, internet e outros meios
de comunicação, ainda há muitos pacientes que descobrem ter a doença em estágio
avançado.
“Evoluímos
muito no acesso à informação e à conscientização, mas ainda temos muitos
pacientes que chegam pela primeira vez [no consultório] e não sabem da
gravidade da doença, muitos sequer sabem que têm a doença. Aparecem com ferida
no pé ou uma infecção e aí fica difícil salvar o membro do paciente”, comentou
ele.
Lauria
lembrou que o controle do diabetes exige disciplina, já que a dieta desregrada
e a falta de cuidados diários podem acarretar consequências graves como:
gangrena, doença vascular periférica e derrames. O tabagismo e a pouca ingestão
de água são alguns maus hábitos que devem ser evitados, ressalta ele.
A
professora Rosemary Ribas de Azevedo, 49 anos, convive com a doença há 15 anos.
A mudança de hábitos alimentares para ela é um desafio que a acompanha até
hoje. “É impossível, é difícil demais viver de dieta, abstinência de tudo. De
vez em quando eu furo”, disse ela. “Mas não me tornei dependente da insulina,
pois tomo o cuidado de não misturar alimentos, evito produtos industrializados,
usar qualquer tipo de sapato, para não machucar os pés”, declarou.
A falta
de informação também é um problema para muitas grávidas que acabam
desenvolvendo diabetes gestacional, afirmou que o ginecologista obstetra do
Hospital Universitário Antônio Pedro e do Hospital Federal dos Servidores do
Estado, no Rio de Janeiro, Antonio Paulo Stockler. Ele explicou que a doença
não costuma apresentar sintomas e pode acabar colocando em risco a vida da mãe
e do bebê.
“Precisamos
ter uma divulgação melhor das doenças que podem surgir durante a gravidez para
as mães participarem mais. Se conseguirmos levar essa informação de que é uma
doença importante, conseguiremos fazer um diagnóstico mais precoce”, comentou
ele.
Stockler
lembrou que também há vários casos de mães diabéticas que por não saberem da
doença ou das consequências que ela pode trazer ao bebê acabam tendo
complicações na gestação. “Uma mulher bem orientada vai procurar atendimento
precoce e seguir as orientações dietéticas de forma mais rigorosa.”
De
acordo com a Federação Internacional do Diabetes, existem hoje 12 milhões de
diabéticos no Brasil e 5 mil novos casos são diagnosticados por ano.
Dados
do Ministério da Saúde revelaram que o percentual de pessoas com diabetes
passou de 5,5% em 2006 para 6,9% em 2013.
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