sexta-feira, 10 de março de 2017

BRASIL SE DESTACA NOS ÍNDICES CONTRA TUBERCULOSE...

FONTE: Gabriele Galvão, TRIBUNA DA BAHIA.

Tratamento da tuberculose tem índice médio de cura de 88% e uma taxa de abandono em torno de 3% no Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT) da Fundação José Silveira.

Tratamento da tuberculose tem índice médio de cura de 88% e uma taxa de abandono em torno de 3% no Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT) da Fundação José Silveira. A unidade modelo tem resultados melhores do que os índices estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que recomenda a cura de, pelo menos, 85% dos casos, com evasão aceitável de até 5%.
Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que 70 mil pessoas tiveram tuberculose entre os anos de 2015 e 2016, resultando em 4.500 mortes. A Bahia é o terceiro estado em casos de tuberculose, com mais de 14 mil casos registrados e um saldo de 1,1 mil mortes, entre 2013 e 2015, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Salvador é a terceira capital em incidência da doença, com uma média anual de dois mil casos. O IBIT atende 13 por cento dos casos novos registrados na cidade.
O presidente da Fundação José Silveira, o médico Geraldo Leite revelou que o trabalho desenvolvido pelo IBIT é referência nacional no combate à tuberculose, que se torna grave quando diagnosticada tardiamente, quando há uso inadequado da medicação, realização do tratamento de forma irregular ou abandono do tratamento. “É uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões (tuberculose pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e sistemas (tuberculose extrapulmonar) que quando não diagnosticada e tratada adequadamente pode matar”, explicou, ressaltando o excelente trabalho desenvolvido pelo professor José Silveira. “Foi um humanista e um médico visionário, que criou na Bahia um Instituto pioneiro, agregando a excelência na atividade assistencial a uma experiência inovadora de apoio social aos pacientes, junto com um trabalho de destaque mundial na pesquisa científica”, esclareceu. 
A Organização Mundial anunciou no final do ano passado que a tuberculose superou a Aids e hoje é a doença infecciosa que causa mais mortes no mundo.  Segundo o presidente da Rede de Pesquisas em Tuberculose, Afrânio Kritski, a meta de controle da doença visa a redução de 15% de casos por ano até 2035, número que hoje está em torno de 1,5%. “A tuberculose hoje é um grave problema de saúde pública, que precisa ser combatido com medidas efetivas”, afirmou.

Na última segunda-feira, a Fundação José Silveira (FJS) comemorou seus 80 anos em evento solene realizado na Faculdade de Medicina da Bahia. Na oportunidade, Afrânio Kritski, apresentou as medidas do novo Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, a ser lançado pelo Ministério da Saúde no próximo dia 24 de março, Dia Mundial de Controle da Tuberculose. “O Plano inova em dois pilares, um com foco no reforço de medidas de proteção social para diminuir a alta evasão e reforçar o êxito do tratamento e outro voltado ao reforço nas pesquisas, áreas onde o IBIT se destaca”, comentou Kritski. Segundo o especialista, o terceiro pilar é voltado às ações de controle usuais da doença, para reverter os atuais indicadores. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário