FONTE: Gabriele Galvão, TRIBUNA DA BAHIA.
Tratamento da tuberculose tem índice médio de cura
de 88% e uma taxa de abandono em torno de 3% no Instituto Brasileiro para Investigação
da Tuberculose (IBIT) da Fundação José Silveira.
Tratamento
da tuberculose tem índice médio de cura de 88% e uma taxa de abandono em torno
de 3% no Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT) da
Fundação José Silveira. A unidade modelo tem resultados melhores do que os
índices estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que recomenda a cura de, pelo
menos, 85% dos casos, com evasão aceitável de até 5%.
Estatísticas
do Ministério da Saúde indicam que 70 mil pessoas tiveram tuberculose entre os
anos de 2015 e 2016, resultando em 4.500 mortes. A Bahia é o terceiro estado em
casos de tuberculose, com mais de 14 mil casos registrados e um saldo de 1,1
mil mortes, entre 2013 e 2015, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Salvador
é a terceira capital em incidência da doença, com uma média anual de dois mil
casos. O IBIT atende 13 por cento dos casos novos registrados na cidade.
O
presidente da Fundação José Silveira, o médico Geraldo Leite revelou que o
trabalho desenvolvido pelo IBIT é referência nacional no combate à tuberculose,
que se torna grave quando diagnosticada tardiamente, quando há uso inadequado
da medicação, realização do tratamento de forma irregular ou abandono do
tratamento. “É uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente
os pulmões (tuberculose pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e
sistemas (tuberculose extrapulmonar) que quando não diagnosticada e tratada
adequadamente pode matar”, explicou, ressaltando o excelente trabalho
desenvolvido pelo professor José Silveira. “Foi um humanista e um médico
visionário, que criou na Bahia um Instituto pioneiro, agregando a excelência na
atividade assistencial a uma experiência inovadora de apoio social aos
pacientes, junto com um trabalho de destaque mundial na pesquisa científica”,
esclareceu.
A
Organização Mundial anunciou no final do ano passado que a tuberculose superou
a Aids e hoje é a doença infecciosa que causa mais mortes no mundo.
Segundo o presidente da Rede de Pesquisas em Tuberculose, Afrânio
Kritski, a meta de controle da doença visa a redução de 15% de casos por ano
até 2035, número que hoje está em torno de 1,5%. “A tuberculose hoje é um grave
problema de saúde pública, que precisa ser combatido com medidas efetivas”,
afirmou.
Na
última segunda-feira, a Fundação José Silveira (FJS) comemorou seus 80 anos em
evento solene realizado na Faculdade de Medicina da Bahia. Na oportunidade,
Afrânio Kritski, apresentou as medidas do novo Plano Nacional pelo Fim da
Tuberculose, a ser lançado pelo Ministério da Saúde no próximo dia 24 de março,
Dia Mundial de Controle da Tuberculose. “O Plano inova em dois pilares, um com
foco no reforço de medidas de proteção social para diminuir a alta evasão e
reforçar o êxito do tratamento e outro voltado ao reforço nas pesquisas, áreas
onde o IBIT se destaca”, comentou Kritski. Segundo o especialista, o terceiro
pilar é voltado às ações de controle usuais da doença, para reverter os atuais
indicadores.
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