Segundo
diretrizes da Associação Brasileira do Sono, um
adulto deve dormir de 7 a 9 horas por noite para que diversas funções do
organismo não saiam prejudicadas. Uma delas, de acordo com pesquisadores da
Universidade de Glawsgow, no Reino Unido, refere-se à ação de genes associados
à obesidade, presentes em alguns azarados.
Essa
relação, divulgada recentemente pelo periódico científico The American Journal of Clinical
Nutrition, ancorou-se em informações médicas de quase 120 mil
voluntários na faixa etária de 37 a 73 anos. Cotidiano, genética, índice de
massa corporal (IMC) e circunferência da cintura de cada um deles foram
analisados.
Entre
portadores de um DNA que favorecia o crescimento da barriga, os que não
conseguiam pregar os olhos por mais de 7 horas diárias eram, em média, dois
quilos mais pesados em comparação a quem seguia a recomendação dos
especialistas no assunto.
A
diferença registrada foi ainda maior na turma que dormia acima de 9 horas:
quatro quilos. E até quem só costumava cochilar durante o dia ou trabalhava por
turnos, sempre em horários diferentes, foi considerado mais propenso à doença que atinge um quinto dos
brasileiros.
Mesmo
considerando outros aspectos, como fatores sociodemográficos e problemas de
saúde que se refletem na balança, a conclusão da pesquisa não mudou. Para os
cientistas responsáveis pelo trabalho, isso mostra que indivíduos com esse tipo
predisposição hereditária devem ter uma atenção especial à qualidade e à
quantidade de sono — além de, claro, ajustarem a dieta e os exercícios físicos.

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