terça-feira, 14 de março de 2017

INTERNATIONAL BOARD QUER TESTAR DISPUTA DE PÊNALTIS NO FORMATO DO TIE-BREAK DO TÊNIS...

FONTE: , Bruno Bonsanti, (www.msn.com).   


A International Board, rígida comissão que administra as regras do futebol, está esforçando-se bastante em tempos recentes para afastar a reputação de ser conservadora. Os "velhinhos da Fifa", como também são conhecidos, acabaram com a punição tripla para o goleiro que comete pênalti, flexibilizaram o cartão amarelo nesse tipo de jogada, começaram os testes para o uso do vídeo pela arbitragem e, agora, consideram um novo formato para o desempate mediante disputa de penalidades máximas.

Sob o modelo atual, joga-se uma moedinha para o alto e o vencedor do cara ou coroa escolhe começar batendo ou defendendo, e a disputa segue em cobranças alternadas. No entanto, a International Board está em posse de estudos que afirmam que a equipe que começa cobrando ganha 60% das disputas e quer acabar com essa anomalia estatística. A solução? Adotar o formato do tie-break das partidas de tênis.

No desempate do tênis, um jogador saca no primeiro ponto. O adversário tem o serviço pelos dois pontos seguintes antes de devolvê-lo para o que começou sacando. A International Board quer testar o mesmo no futebol: uma equipe começa a disputa de pênaltis realizando uma cobrança, a outra bate duas vezes seguidas, e a primeira retorna para bater duas vezes seguidas. E assim segue durante as dez primeiras cobranças. Caso a disputa continue empatada, voltam os pênaltis alternados.

O esquema está sendo chamado de ABBA, e não tem nada a ver com a banda sueca responsável pela composição de "Dancing Queen". Tem a ver com a sequência das cobranças: AB-BA-AB-BA-AB. "Acreditamos que a abordagem ABBA poderia remover a tendência estatística e isso é algo que queremos testar", afirmou o chefe da Federação Escocesa, Stewart Regan.


O painel da International Board é formado pelas quatro federações britânicas - Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales - e quatro representantes da Fifa. As propostas precisam de seis votos para serem aprovadas.

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