A
International Board, rígida comissão que administra as regras do futebol, está
esforçando-se bastante em tempos recentes para afastar a reputação de ser
conservadora. Os "velhinhos da Fifa", como também são conhecidos,
acabaram com a punição tripla para o goleiro que comete pênalti, flexibilizaram
o cartão amarelo nesse tipo de jogada, começaram os testes para o uso do
vídeo pela arbitragem e, agora, consideram um novo formato para o desempate
mediante disputa de penalidades máximas.
Sob
o modelo atual, joga-se uma moedinha para o alto e o vencedor do cara ou coroa
escolhe começar batendo ou defendendo, e a disputa segue em cobranças
alternadas. No entanto, a International Board está em posse de estudos que
afirmam que a equipe que começa cobrando ganha 60% das disputas e quer acabar
com essa anomalia estatística. A solução? Adotar o formato do tie-break das
partidas de tênis.
No
desempate do tênis, um jogador saca no primeiro ponto. O adversário tem o
serviço pelos dois pontos seguintes antes de devolvê-lo para o que começou
sacando. A International Board quer testar o mesmo no futebol: uma equipe
começa a disputa de pênaltis realizando uma cobrança, a outra bate duas vezes
seguidas, e a primeira retorna para bater duas vezes seguidas. E assim segue
durante as dez primeiras cobranças. Caso a disputa continue empatada, voltam os
pênaltis alternados.
O
esquema está sendo chamado de ABBA, e não tem nada a ver com a banda sueca
responsável pela composição de "Dancing Queen". Tem a ver com a
sequência das cobranças: AB-BA-AB-BA-AB. "Acreditamos que a abordagem ABBA
poderia remover a tendência estatística e isso é algo que queremos
testar", afirmou o chefe da Federação
Escocesa, Stewart Regan.
O
painel da International Board é formado pelas quatro federações britânicas -
Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales - e quatro representantes
da Fifa. As propostas precisam de seis votos para serem aprovadas.


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