FONTE: Redação/RedeTV! (www.redetv.uol.com.br).
Com uma doença que
a fazia vomitar cerca de 60 vezes por dia, a jovem Hannah Leffler, do Reino
Unido, foi erroneamente diagnosticada com anorexia e vista como
"mentirosa" por vários meses, enquanto, na verdade, sofria de
gastroparesia - uma condição que "paralisa" os músculos do estômago
impedindo que seu esvaziamento seja feito de forma adequada.
As crises de Hannah começaram em abril de 2014, quando a jovem foi para
o hospital, onde os médicos primeiramente disseram que os vômitos eram devido a
cólicas menstruais e mais tarde chamaram sua mãe de canto para dizer que ela
tinha suspeitas de anorexia. Mesmo Hannah e sua mãe explicando que não era o
caso, os médicos insistiram e a internaram.
Durante os 12 meses internada, a garota foi
submetida a diversos exames e tratamentos para distúrbio alimentar, além disso
o sono de Hannah chegava a ser observado por enfermeiras.
Em junho de 2015, Hannah foi visitar sua noiva,
Stacey Kelly, em Liverpool, quando sofreu uma crise de vômitos no cmainho e foi
levada ao hospital mais próximo. Lá, finalmente submeteram Hannah a exames de
gastroparesia e a diagnosticaram corretamente.
Desde então, a jovem usa um tubo 20 horas por dia
pelo qual recebe todo seu alimento. Em alguns dias, ela consegue ingerir
pequenas quantidades de comida pela boca, mas mesmo assim vomita tudo. "Eu
me sinto doente todos os dias, nos bons eu passo mal sete ou oito vezes, mas
nos ruins chega a 30 e 60 vezes", contou Hannah ao site Mirror.
Outra solução para a doença seria uma espécie de
marca-passo colocado em seu estômago, dessa forma o instrumento enviaria
choques ao órgão e Hannah poderia ingerir alimentos sem o tubo. No entanto,
o Grupo de Comissionamento Clínico negou o pedido da jovem para a
cirurgia.
"Eu estou brava e muito frustrada. É como se
eles estivessem parando a minha vida. Me sinto vista como um número e não como
um ser humano", lamentou Hannah, "O marca-passo iria permitir que eu
voltasse para o meu trabalho e tivesse minha vida de volta. Só tenho 26
anos".
Um porta-voz do Grupo de Comossionamento Clínico
disse: "O grupo não está disponível para falar sobre pedidos de
financiamento individuais feitos para tratamentos que não são rotineiramente
fornecidos".
Agora Hannah, sua noiva e sua família precisarão
reunir recursos para cobrir o alto custo da cirurgia sem ajuda do governo.




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