Centrais sindicais, sindicatos e movimentos
sociais estão convocando a população a aderir a um dia de greve geral, na
quarta-feira (15), contra as reformas
da Previdência e do
trabalho. Em São Paulo, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva confirmou
presença no ato marcado para as 16h na avenida Paulista, região central da
cidade.
Segundo
a CUT, haverá interrupção de atividades em diversos locais de trabalho, atraso
na entrada de turnos, assembleias e, em diversas capitais, atos públicos.
O presidente
nacional da CUT, Vagner Freitas, diz que, além da reforma da Previdência,
outras ameaças de retiradas de direitos estão prestes a serem votadas no
Congresso Nacional, como é o caso dos projetos da reforma trabalhista e da
terceirização. “A ideia é acabar com as férias de 30 dias, aumentar a jornada,
ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, além de acabar com
o direito à aposentadoria pública no Brasil”, diz Vagner.
A
reforma da Previdência prevê a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres
se aposentarem, com 25 anos de contribuição. A regra de transição prevê que
homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 poderão entrar num regime
pelo qual terão que pagar um pedágio de 50% sobre o tempo faltante para a
aposentadoria.
Na
semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não tinha
como fazer mágica com os números. “O importante é que todos os brasileiros
possam ter certeza de que vão receber a aposentadoria, que as taxas de juros
continuem caindo, que a inflação continue caindo. E, para isso, temos que
controlar as despesas públicas. Gastar dinheiro do governo sempre é uma coisa
fácil. Existem países ou estados brasileiros que fizeram muito isso e estão
sofrendo consequências dramáticas. Então, a conta tem que ser paga cedo ou
tarde.”
Ele
também rejeitou a ideia de reduzir a idade mínima necessária para as mulheres
se aposentarem. Segundo Meirelles, se a idade de aposentadoria das mulheres for
reduzida para 60 anos, os homens terão que trabalhar até os 71 anos para
compensar essa diferença. , acrescentou.
Pelas
regras atuais, os homens podem se aposentar com 35 anos de contribuição e as
mulheres, com 30 anos. Não há idade mínima.


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