FONTE: TRIBUNA DA BAHIA
Número representa aumento de 19,5% frente às 186,6
milhões de toneladas da safra anterior.
A safra
2016/17 de grãos deve chegar a 222,9 milhões de toneladas, um aumento de 19,5%
em relação a anterior, na qual foram produzidas 186,6 milhões de toneladas. O
levantamento é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi divulgado
na manhã da quinta-feira (9).
Segundo a companhia, a expectativa
de crescimento deve-se à recuperação da produtividade média das culturas, agora
livres da influência das más condições climáticas da safra passada
Outro possível motivo é o aumento
da área, que será ampliada em 2,8% em relação à safra anterior e pode chegar a
60 milhões de hectares. Esse prognóstico inclui culturas de segunda safra.
Um dos destaques é a soja, para a
qual o crescimento projetado é de 12,8%. A produção deve ultrapassar 107
milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 12,2 milhões. A área
deve ser ampliada em 1,9% e chegar a 33,9 milhões de hectares.
Já o milho deve alcançar 89 milhões
de toneladas (33,7% superior), com 29,3 milhões de toneladas para a primeira
safra e 59,7 milhões para a segunda. A área total deve ser de 16,8 milhões de
hectares (5,3% acima da safra anterior). Juntos, milho e soja, representam
quase 90% do total de grãos produzido no País.
A Conab vem apresentando, desde o
último levantamento, estimativa desagregada de produção de arroz cultivado nos
sistemas sequeiro e irrigado, além dos números da expansão da irrigação no
Brasil e sua importância na safra de grãos.
A previsão total de arroz, neste 6º
levantamento, é de 12 milhões de toneladas e aumento de 12,9% frente à safra
anterior, com 1,2 milhão de t de sequeiro e 10,8 milhões de irrigado.
A produção do feijão na primeira
safra deve chegar a 1,38 milhão de toneladas, resultado 33,6% superior à safra
passada. São 862,2 mil toneladas para o tipo carioca, 318,3 mil para o preto e
201,5 mil para o caupi.
Já o algodão pluma pode ter
incremento de 11,9% e chegar a 1,44 milhão de toneladas, mesmo com redução de
3,1% na área cultivada. A preferência pelo cultivo de soja é o que ocasionou a
redução de áreas do algodão e do arroz, o que não acontece com as demais
culturas de primeira safra.

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