quinta-feira, 26 de abril de 2018

EXAME BARATO E PORTÁTIL PODE DETECTAR RISCO DE SARAMPO E RUBÉOLA...


FONTE:, Em Washington, http://noticias.uol.com.br




Um dispositivo barato e portátil pode alertar sobre a vulnerabilidade de uma pessoa a doenças infecciosas como o sarampo, que mata dezenas de milhares de pessoas por ano, principalmente em países em desenvolvimento, afirmaram pesquisadores na quarta-feira (25).

O dispositivo, ainda em teste, se chama MR Box (Caixa de Sarampo-Rubéola) e utiliza o sangue de uma punção no dedo para detectar a presença de anticorpos contra o sarampo e a rubéola em apenas 35 minutos.

O sarampo mata cerca de 134.000 crianças por ano, e a rubéola causa malformações congênitas, como surdez, em cerca de 100.000 recém-nascidos.

Os pesquisadores testaram o dispositivo em 144 crianças e cuidadores em um campo de refugiados de Kakuma, no noroeste do Quênia.

"O sistema tem a capacidade de determinar se uma pessoa está em risco de infecção por sarampo e rubéola", explicou Amy Summers, epidemiologista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que participou do trabalho de campo.

O aparelho, do tamanho de um forninho elétrico e que utiliza tecnologia de "laboratório em um chip" - como os medidores do nível de açúcar para diabéticos - para manipular amostras de sangue, funciona "ao detectar se uma pessoa tem anticorpos contra o sarampo ou a rubéola em seu corpo, seja por uma infecção anterior ou por ter sido vacinado".

A exatidão do dispositivo "coincidiu com os exames de referência de laboratório padrão do Instituto de Pesquisa Médica do Quênia para 86% das amostras de sarampo e 91% das de rubéola", explicou o coautor do estudo Darius Rackus, pesquisador da Universidade de Toronto.

O custo por cada cartucho de microfluido era de cerca de seis dólares em 2016, mas os avanços tecnológicos o reduziram a um dólar ou menos, disse Rackus.

"Esta tecnologia seria muito útil em lugares onde as pessoas se deslocam por emergências humanitárias", como está acontecendo com os "rohingyas de Mianmar a Bangladesh", afirmou Summers.

O estudo foi publicado na edição da quarta-feira (25) da revista científica "Science Translational Medicine".

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