quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A CHAPA DO GOVERNO...

FONTE: Ivan de Carvalho (TRIBUNA DA BAHIA).

Começa agora uma fase de decisões político-eleitorais e de finalização de articulações que vinham ocorrendo antes do Carnaval. O primeiro foco das atenções será a aliança que vem sendo articulada em torno da candidatura do governador Jaques Wagner à reeleição. Vejamos, hoje, isto.
A aliança em torno da candidatura de Wagner à reeleição envolverá um número de partidos maior que os quatro lugares existentes na chamada chapa majoritária. Quatro ou cinco legendas estarão diretamente envolvidas, não mais.
O PT fornecerá o candidato a governador. Dificilmente ocupará também uma das duas vagas de candidato a senador. Vale aqui lembrar que, na última entrevista em que falou do assunto, durante o Carnaval, o governador Jaques Wagner não descartou a hipótese, mas insistiu em minimizar tal possibilidade: “Acho difícil, acho difícil”, disse ele aos repórteres, afirmação que na mesma entrevista fez pela segunda vez.
Ele tinha e tem ainda suas razões para não descartar, pois sabe que há dentro do PT resistências a uma chapa somente com um petista (ele próprio) e movimentos favoráveis à inclusão, como candidato ao Senado, do ex-governador e ex-ministro Waldir Pires (um movimento forte) e um movimento menos encorpado em favor da candidatura do secretário estadual de Planejamento, deputado federal e ex-candidato do PT a prefeito, Walter Pinheiro.
Descartar essas duas hipóteses sem cumprir um ritual de conversas e acertos pareceria autoritário e Jaques Wagner não gosta disso. Além do fato de que está na dependência, ainda, de outras decisões para fechar a chapa. Mas as articulações estão direcionadas para incluir, como candidatos ao Senado, o ex-deputado, ex-vice-governador e ex-governador Otto Alencar, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (Alencar ingressaria no PP) e o senador, ex-governador e presidente estadual do PR, César Borges. Wagner já conversou com o presidente Lula a respeito da inclusão de Borges, certamente Lula conversará com o comando nacional do PR.
E já está acertada uma conversa entre o governador e o senador, que poderá ser o lance decisivo. O governador, nas declarações sobre o assunto, vem deixando transparecer otimismo quanto a um resultado positivo.
Cumprindo-se essa expectativa – do contrário, será necessária uma revisão de planos para composição da chapa – ficará faltando definir a candidatura a vice-governador, o que é importante, porque, se Wagner for reeleito, deverá renunciar ao governo nove meses antes do final do mandato para disputar outro, de senador.
E o vice assumirá, já como titular, o cargo de governador, comandando a máquina do Estado no período eleitoral. Dois políticos são considerados para a candidatura governista a vice-governador: a deputada federal e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata, do PSB, e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT.

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