FONTE: Paula Laboissière, da Agência Brasil, em Brasília (noticias.uol.com.br).
No Dia Mundial de
Combate ao Câncer de Ovário, lembrado nesta quinta-feira (8), a Sociedade
Brasileira de Oncologia Clínica faz um alerta: a doença é silenciosa e pode
atingir mulheres de todas as idades – inclusive as mais novas. A estimativa do
Inca (Instituto Nacional de Câncer) é que o país registre 5.680 novos casos
apenas em 2014.
Em entrevista, o
presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Evânius Wiermann,
explicou que não existe uma causa específica para o câncer de ovário.
"Basta ser mulher", acrescentou. Os sintomas da doença incluem
aumento do volume abdominal com inchaço contínuo; dificuldade de comer ou
sensação de estar cheia; dor abdominal ou pélvica; e necessidade urgente e
frequente de urinar.
O Inca classifica a
doença como o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e de menor
chance de cura, já que cerca de 75% dos casos se apresentam em estágio avançado
no momento do diagnóstico. "O problema é que se trata de uma doença
interna – diferentemente do câncer de mama, que faz um nódulo, e do câncer de
pele, que faz uma pinta", explicou Wiermann.
A recomendação do
instituto é que as mulheres fiquem atentas aos fatores de risco e consultem o
médico regularmente, principalmente as que têm mais de 50 anos. O histórico
familiar é o fator de risco isolado mais importante. Cerca de 10% dos casos
apresentam componente genético ou familiar, e 90% são esporádicos, isto é, sem
fator de risco conhecido. Fatores hormonais, ambientais e genéticos também
estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário.
Além disso, segundo
ele, existem vários subtipos do câncer de ovário. A maioria dos tumores são
carcinomas epiteliais (câncer que se inicia nas células da superfície do
órgão), mas há também tumores malignos de células germinativas (que dão origem
aos espermatozoides e aos ovócitos).
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