sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ANDADOR INFANTIL É O PRODUTO DE MAIOR RISCO PARA BEBÊS ENTRE CINCO E 15 MESES...

FONTE: Gabriele Galvão, TRIBUNA DA BAHIA.

Andador causa mais acidentes que qualquer outro produto voltado para bebês entre cinco e 15 meses.

O andador causa mais acidentes que qualquer outro produto voltado para bebês entre cinco e 15 meses. O alerta é da  Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), que, inclusive, não recomenda o uso do equipamento.
“Com ele a criança se movimenta em até um metro por segundo. Sem noção de segurança, ela pode se bater na parede, algum objeto pode travar a rodinha e tombar o equipamento”, explicou a pediatra e membro da Sobape Denise Gantois.
Segundo a médica, com o equipamento a criança pode cair na escada, já que não consegue enxergar o final do degrau.  A médica afirma que a cada três crianças que usam andador, uma tem traumatismo craniano.
“O risco não é só da queda, ela pode afogar-se na piscina e se queimar no fogão. Sair correndo, se bater no eletrodoméstico e a panela quente cair sobre ela, por exemplo”, esclareceu. 
A pediatra observou ainda que, a criança até um ano e meio de idade não tem a caixa craniana firme e lesões na cabeça podem ocasionar hemorragias cerebrais e morte. “Um terço das lesões cranianas são graves”, observou.
Ela contou que estudos comprovam que, com o uso do andador, a criança demora mais para caminhar. “Há um atraso no desenvolvimento psicomotor dos pequenos, pois eles criam aspecto ilusório de dependência do produto para andar”, explanou.
Denise Gantois ressaltou que o andador é perigoso mesmo com a supervisão de um adulto e que sua comercialização e uso deveriam serem proibidos no Brasil, assim como é no Canadá.

“Naquele país, o equipamento é proibido e se alguém for pego usando paga multa e pode ser preso. Aqui também deveria ter uma legislação neste sentido, visando diminuir os riscos que nossas crianças correm com um produto tão perigoso”, afirmou.

Segundo ela, o Imetro já fez testes em várias marcas de andadores, mas nenhuma foi aprovada.  “Trata-se de uma briga comercial grande, porém é preciso olhar o bem estar da criança sempre”, afirmou.
A estudante de Direito Gabriele Araújo informou que adotou o equipamento com sua filha, Maria Catharina, de 9 meses, porque não sabia dos riscos. “Achei que com o andador ela andaria mais rápido, porém não me atentei para os riscos dessa ação.
Vou encaixotar o produto e preservar a segurança e desenvolvimento da minha filha”, declarou. Ela disse ainda que já tinha observado que a menina andava de forma rápida no equipamento, mas não tinha noção da velocidade. 

A pediatra Maria de Lourdes Santiago Costa Leitte também não aprova o produto. “Além fraturas, a criança fica condicionada a andar com apoio e de forma errada, podendo ocasionar o encurtamento do tendão da perna e a diminuição do retorno venoso da musculatura”, explicou. Maria de Lourdes sugere que ao invés de andador, os pais utilizem colchões e tapetes para que a crianças se exercitem de forma segura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário