A maconha medicinal
foi aprovada na terça-feira (8), na Flórida, em um referendo realizado em
paralelo à eleição presidencial, dois anos depois de os americanos rejeitarem o
uso terapêutico da cannabis em uma consulta similar.
Uma esmagadora maioria dos floridenses (71,2%) votou a favor da Emenda 2, que
permite o uso medicinal da maconha no Estado, de acordo com apuração parcial da
Divisão de Eleições da Flórida.
Nessa mesma consulta, realizada em novembro de 2014, os eleitores votaram
contra. Apenas 57,6% apoiaram a maconha terapêutica nesse Estado conservador,
abaixo do mínimo de 60% dos votos necessário para sua aprovação.
Agora, esse limite
foi superado com folga.
"A Flórida é o primeiro Estado do sul (dos Estados Unidos) a legalizar o
uso médico da maconha", celebrou a porta-voz da Drug Policy Alliance,
Sharda Sekaran.
Essa ONG luta fervorosamente em nível nacional para pôr fim à chamada
"guerra contra as drogas" iniciada pelo ex-presidente Richard Nixon
nos anos 1960 e que, segundo a organização, serviu apenas para alimentar o
narcotráfico e encher os presídios de hispânicos e de afro-americanos por
crimes menores.
"Agora os indivíduos com câncer, epilepsia, glaucoma, HIV, síndrome de
estresse pós-traumático, doença de Crohn, esclerose lateral amiotrófica, Mal de
Parkinson e esclerose múltipla, assim como outras condições médicas, poderão
comprar e consumir maconha", disse Sekaran.
A ONG United For Care, que se ocupou em particular da campanha na Flórida a
favor da Emenda 2, escreveu em um comunicado: "Conseguimos!".
"Isso não consistia em ganhar uma eleição", disse seu fundador John
Morgan.
"O objetivo sempre foi termos compaixão com aqueles que precisam, com
aqueles que precisam desesperadamente do alívio médico que a maconha pode
oferecer", comentou.
Até segunda-feira, 25 dos 50 Estados dos Estados Unidos, mais a capital,
aprovavam o uso médico do cannabis, e alguns, também o recreativo.
Esse número deve mudar ao longo da noite, já que vários Estados fazem consultas
similares - em alguns deles, para legalizar o consumo recreativo.


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