FONTE: Agência Brasil, TRIBUNA DA BAHIA.
Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu
Padilha, após esta última revisão, Temer deve dar início às conversas com
centrais sindicais e lideranças partidárias na Câmara e no Senado.
A equipe do governo
responsável pela proposta da reforma da Previdência deve concluir o texto até
amanhã (10), incluindo as observações feitas pelo presidente Michel Temer em
dois encontros ocorridos ontem (8).
Segundo o
ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após esta última revisão, Temer
deve dar início às conversas com centrais sindicais e lideranças partidárias na
Câmara e no Senado.
"Virá antes do
recesso (do final do ano), mas votação [da reforma na Câmara] é certo que não
teremos. O máximo que poderíamos sonhar era ter na CCJ [Comissão de
Constituição e Justiça] a votação da admissibilidade [da proposta]",
disse, durante lançamento do livro dos 50 anos do PMDB, realizado na
Câmara. O avanço do texto na CCJ também depende do calendário de negociações
que será definido por Temer.
Padilha afirmou que o
governo também está confiante na agenda acertada pelo presidente do Senado
Renan Calheiros, que prevê a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC)
55, que define o teto de gastos públicos para os próximos 20 anos, antes do
encerramento das atividades legislativas este ano.
Eleição de Trump.
Perguntado sobre as eleições de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, Padilha disse
que não espera mudanças bruscas, “como não aconteceria se Hillary Clinton
tivesse sido eleita”.
Para ele, não houve
“grande surpresa” e a escolha do republicano reflete um “retrato de um novo
tempo do processo político”, manifestado também quando a Inglaterra decidiu
deixar o bloco da União Europeia. “Teremos que aprender a conviver com novos
tempos”, afirmou, frisando que esta é uma opinião pessoal e não de governo.
Padilha ainda afirmou
que a sociedade norte-americana tem uma democracia “bastante” madura e tem se
mostrado mais forte do que as pretensões de presidentes que assumem a
administração dos Estados Unidos.
Perguntado sobre as
relações dos Estados Unidos com o Brasil, o ministro disse estar
“absolutamente” tranquilo. “A aliança do povo brasileiro com o povo americano
se sobrepõe à questão circunstancial de governo. A relação entre os povos é
excelente e não há mudanças”, afirmou, citando o fluxo turístico entre os dois
países. A mesma estabilidade, Segundo ele, ocorrerá em relação ao fluxo
comercial. Para Padilha, a tradicional parceria entre os dois países não deve
sofrer mudanças bruscas.
Rodrigo Maia.
Já o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o resultado não era esperado, mas que
o importante é que a população decidiu democraticamente. “Acho que o
discurso logo após as eleições foi um discurso que anima a todos, de
harmonia e conciliação. Acho que com este caminho de destensionamento, a gente
vai conseguir avançar nas relações entre Brasil e Estados Unidos, que é um parceiro
comercial muito importante para o Brasil”, avaliou.
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