sábado, 11 de março de 2017

ENTENDA COMO A FENDA PALATINA AFETA A SAÚDE BUCAL DE SEU FILHO...

FONTE:, (www.msn.com).


A fenda palatina - não confuda com fenda labial! - é uma fissura no palato (céu da boca) que liga o interior da boca à base do nariz. Essa disfunção congênita acontece durante o desenvolvimento do bebê, ainda na gestação, exige um acompanhamento a longo prazo e uma série de tratamentos. 

“Algumas síndromes apresentam esse tipo de fissura, mas a fenda pode surgir isoladamente, como uma má formação. Sua causa geralmente é multifatorial, em alguns casos é originada por deficiências nutricionais, doenças maternas durante a gravidez, uso de certos medicamentos e consumo de álcool e tabaco. Também pode ter causa hereditária”, explica Thereza Christina Lopes Coutinho (CRORJ 14891), doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, e especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial.

De acordo com Coutinho, manter bons hábitos e evitar alguns medicamentos podem ajudar a prevenir esse problema, porém, não há uma atitude específica ou algum tipo de tratamento que evite a disfunção. É possível identificar o problema durante a gestação por meio de exames, dependendo da posição do bebê, porém, o mais comum é que o diagnóstico seja feito no momento do parto.
   
De acordo com a especialista, uma das primeiras providências para melhorar a qualidade de vida e a alimentação dos bebês com o problema é providenciar a confecção de uma placa de acrílico moldada de acordo com a boca do paciente. Ela é colocada no céu da boca para cobrir a fenda na hora da alimentação, que vai sendo substituída conforme o crescimento, para que o alimento não saia pelo nariz. Mamadeiras especiais também são indicadas.

É necessário que a criança com fenda palatina seja acompanhada desde cedo por uma equipe multidisciplinar que inclua otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, dentista, psicólogo e cirurgião plástico, o que garante o tratamento efetivo e adequado ao desenvolvimento. As intervenções para fechá-la geralmente são iniciadas por volta dos dois anos de idade - dependendo da severidade de cada caso são necessárias várias cirurgias para realizar a correção. Em casos mais graves, em que a fissura atinge todo o céu da boca e os tratamentos são mais complexos,  o acompanhamento médico pode durar mais de 18 anos.


Esse problema pode afetar a formação dos dentes, ocasionar disfunções como a mordida cruzada e a ausência ou excesso de dentes em determinada região da boca, além de trazer complicações nutricionais, respiratórias, psicológicas, sociais e auditivas (crianças com esse problema estão mais propensas a ter otite). No Brasil, o Centro de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais da Universidade de São Paulo, em Bauru, conhecido como  Hospital Centrinho, é referência no atendimento de pessoas com esse tipo de fenda.

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