FONTE: TRIBUNA DA
BAHIA.
As principais queixas das pessoas
que sofrem dessa doença são ronco, engasgos noturnos e sonolência excessiva
diurna.
Se você
já sentiu que parou de respirar durante o sono e acordou assustado, talvez faça
parte dos 32% dos brasileiros que têm apneia do sono. As principais queixas das
pessoas que sofrem dessa doença são ronco, engasgos noturnos e sonolência
excessiva diurna. Para alertar à população sobre os distúrbios causados por um
sono de má qualidade, a Liga Baiana do Sono realiza hoje (17), Dia Mundial do
Sono, uma série de atividades em shoppings.
Formada
por equipes multiprofissionais com médicos, odontólogos, fisioterapeutas e
fonoaudiólogos que atuam no diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono, a
Liga Baiana do Sono vai atuar nesta sexta-feira nos shoppings Barra e Bela
Vista, das 9h às 22h, e ainda no Ambulatório Magalhães Neto do Hospital das
Clínicas, das 9h às 13h. Atendimentos acontecerão também nas cidades de Feira
de Santana, Camaçari, Itabuna e Ilhéus.
O
objetivo da ação pública gratuita é conscientizar a população sobre a
importância do sono para a saúde e qualidade de vida. A má qualidade de sono,
conforme explica a pneumologista Mônica Medrado, impacta negativamente na
atenção, na memória e no aprendizado.
“O sono
participa da liberação de hormônios, diretamente associado com imunidade,
recuperação de energia consumida na vigília anterior. No momento em que isso é
rompido, há prejuízos na qualidade da nossa saúde. O sono participa de
fenômenos fisiológicos, e, uma vez instalados os transtornos, existe uma gama
de doenças que atingem nosso organismo. Doença cardiovascular, respiratória,
diabetes, aumento de mortalidade por varias causas”, explicou a especialista.
De
acordo com ela, o maior inibidor do sono é a luz artificial que o ser humano é
exposto diariamente, sobretudo a partir de aparelhos eletrônicos. O ideal,
conforme explica Mônica Medrado, é que o indivíduo tenha entre 7 a 8 horas de
sono. Dormir durante tempo inferior a 6 horas está associado a doenças
clínicas.
“Deparamos-nos
com uma queixa muito frequente, a chamada sonolência excessiva diurna. As
pessoas estão a todo estante cansadas, bocejando, fadigadas. Quando nós vamos
para as causas, 33% são por privação de sono. Por uma jornada de trabalho,
evento social, virar a noite estudando. Vivemos o mal da mente ocupada”,
afirmou.
Durante
os atendimentos serão disponibilizados cartilhas sobre a higienização do sono,
além de questionários e diagnósticos. De acordo com a Liga, distúrbios do sono
são problemas de saúde pública gerando gastos de até US$ 107,5 bilhões por
ano.
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