FONTE: Gabriele Galvão, TRIBUNA DA BAHIA.
Para o Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), a PEC 287/2016
ameaça e inviabiliza o direito à aposentadoria integral de todos os
brasileiros.
Os
alunos da Rede Estadual de Ensino permanecerão sem aula até o próximo dia 25. A
greve dos professores iniciada na última quarta-feira é contra as Reformas da
Previdência e Trabalhista. Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do
Estado da Bahia (APLB-Sindicato), a PEC 287/2016 ameaça e inviabiliza o direito
à aposentadoria integral de todos os brasileiros.
A
Secretaria da Educação do Estado informou por meio de nota que, a mobilização
dos trabalhadores da Educação o movimento é nacional e desencadeado pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, mas que não afetará o ano
letivo. A Secretaria está orientando os gestores escolares a abrirem as
unidades e garante o cumprimento dos 200 dias letivos.
Durante
todo o dia de ontem, manifestações foram realizadas pela categoria em diversos
pontos de Salvador e no interior do estado. Grupos fizeram panfletagem da Carta
Aberta aos Trabalhadores, com informações sobre as causas da paralisação em
frente ao Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora; na ladeira da Cruz da
Redenção, em Brotas; em frente ao Colégio Estadual Duque de Caxias, na
Liberdade; em frente à Universidade Estadual da Bahia (Uneb), no Cabula; no
largo de Pirajá, em Pirajá; e no largo da Feirinha, em Cajazeiras.
Também
foram realizados atos em frente à Escola Municipal Cidade de Jequié
(Federação); em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, em
Itapuã; no Largo do Luso, em Plataforma; e na segunda rotatória de Paripe,
próximo à Av. Suburbana. “Precisamos explicar a sociedade porque estamos em
greve e conscientizá-la dos malefícios que a reforma da previdência trará para
todos nós”, explicou a diretora de imprensa da APLB, Rose Aleluia.
Ela
contou ainda que todos os dias de paralisação haverá ações na cidade a fim de
chamar a atenção da população para a defesa dos direitos dos trabalhadores e do
povo brasileiro. “As ações visam a fortalecer o movimento de greve. A ordem é
não aceitar a perda de direitos dos trabalhadores e manter a luta em defesa da
educação pública de qualidade para todos os brasileiros”, afirmou.
A
professora Gercy Rosa Silva e Silva enfatizou que a reforma da previdência irá
acabar com a possibilidade de aposentadoria do cidadão. “A PEC nos condenará a
49 anos de trabalho inviabilizando o direito à aposentadoria integral e o que é
pior, somente depois dos 65 anos de idade”, esclareceu.
Ela
explicou que, com a reforma a pessoa terá que chegar aos 65 anos e ter mínimo
de 25 anos de contribuição para se aposentar e receber 76% do salário mínimo,
no caso, R$712,12. “Se você começar a receber os R$712,12 e vier a falecer, seu
companheiro receberá a metade, no caso R$356,06 e cada filho terá direito a
R$71,21. Como sua família poderá sobreviver com esses valores? Não é justo
depois de tantos anos de serviços prestados não ter uma velhice tranquila”,
observou.
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