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SÃO PAULO (Reuters) - O
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu nesta sexta-feira projeções
para a demanda por energia em agosto, apesar do gradual relaxamento de medidas
de isolamento adotadas no país contra o coronavírus, e passou a esperar
estabilidade, com leve alta de 0,1% na comparação anual, segundo relatório.
Na semana anterior, o
órgão do setor de energia previa um aumento de 1,3% na carga de energia, que
representa a soma do consumo com as perdas na rede, com a maior recuperação
percentual esperada no Nordeste, de 2,5%.
As novas projeções, no
entanto, apontam para redução de 1,8% na carga no Nordeste em comparação anual.
No Sul, a estimativa também foi revertida para retração de 2,3%, contra alta de
0,9% na semana anterior.
No Sudeste, polo
econômico e industrial do Brasil, o ONS projeta avanço de 1% na carga frente a
agosto passado, enquanto o maior aumento seria no Norte, com 2,3%.
Os números representam
corte na previsão para o Sudeste, onde a alta esperada antes era de 1,3%, e
aumento para o Norte, que tinha antes expectativa de queda de 0,2%.
A estabilidade
projetada vem após uma forte retração do consumo de energia desde o final de
março, em meio a quarentenas adotadas em Estados e municípios para tentar
conter a disseminação do coronavírus.
A demanda por energia
desabou 12% em abril, primeiro mês impactado pelas medidas de isolamento, com
diversas empresas colocando funcionários em trabalho remoto e indústrias reduzindo
atividades em meio à desaceleração da economia.
Em maio, houve queda de
10% na carga de energia, enquanto em junho o recuou foi de 3,4% na comparação
anual. O ONS ainda não divulgou dados consolidados sobre julho.
CHUVAS.
As chuvas na região das
hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil, devem atingir 73% da média
histórica em agosto no Sudeste, que concentra os principais reservatórios,
segundo o boletim do ONS, com estabilidade frente à projeção anterior.
No Nordeste, segunda
região em capacidade de armazenamento, as precipitações devem atingir 67% da
média, ante 66% estimados na semana passada.
No Sul, que atravessou
uma seca recente, a previsão foi reduzida para 56%, de 70% anteriormente.
*** Por Luciano
Costa.

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