FONTE: Redação Sport Life, https://www.msn.com/
MITO 1: Abdominais
emagrecem
Fato: Os
abdominais não reduzem a massa gorda em geral ou localizada. Uma das grandes
motivações para deixar o abdômen trincado é reduzir as gordurinhas em volta da
cintura, mas muita gente persiste em fazer três mil abdominais diários para
conseguir o tanquinho dos jogadores de futebol ou o abdômen sequinho dos famosos.
A crença de que trabalhar intensamente essa região do corpo vai queimar a
gordura local continua, apesar dos profissionais reiterarem ser um equívoco.
Quem faz a real
diferença aqui é a dieta.
O gasto calórico – e o esforço –
de uma sessão de abdominais e de uma corridinha é insignificante se compararmos
com a ingestão calórica de quase qualquer coisinha que ingerimos ao longo do
dia. Por exemplo: você teria que correr 80 minutos para compensar as 400
calorias de um hambúrguer ou andar de bicicleta por 50 minutos para queimar uma
unidade de frango frito. O esforço da dieta desaparece
em duas mordidas! E não entramos em detalhes sobre o gasto calórico dos
abdominais, que é muito pequeno para reduzir a porcentagem de gordura.
MITO 2: Abdominais são a
solução para reduzir a cintura
Fato: A cintura é reduzida
através de mudanças alimentares e um treino equilibrado. Outro erro abordado
sobre os abdominais é que eles reduzem a circunferência da cintura. Trazemos
más notícias: a medida da circunferência da cintura é proporcional à
porcentagem de gordura (especificamente subcutânea e visceral) e não aos
abdominais. Então, como acontece no primeiro mito, os resultados decisivos no
seu abdômen serão conseguidos com uma alimentação
equilibrada.
MITO 3: A prioridade no
treinamento do abdômen é fazer os músculos aparecerem
Fato: os músculos
do abdômen se marcam na cozinha.
Deve-se notar que nossa realidade
é, em grande parte, moldada pelo que vemos (e o que queremos ver). O bombardeio
publicitário de troncos esculturais causou danos à nossa percepção, ilusão e
frustração.
É por isso que o treinamento de abdômen continua dando prioridade,
especialmente, ao reto abdominal, ou seja, a formar o tão sonhado “tanquinho”.
Parece haver uma obsessão com o reto abdominal como se fosse o único músculo na
face da terra. Tal como acontece com mitos anteriores, a real maneira de
preparar bem o abdômen está na dieta. Com uma alta porcentagem de massa gorda,
será impossível ver um ápice de definição muscular.
MITO 4: Existem
exercícios específicos para os músculos superiores e inferiores do abdômen
Fato: o
treinamento básico é global e sinérgico
O abdominal crunch sempre foi
recomendado para treinar o chamado “abdômen superior”; as rotações laterais
para os oblíquos e para marcar a cintura e as flexões do quadril para o
“abdômen inferior”. Contudo, estudos científicos demonstraram o papel fundamental
do grupo muscular abdominal na estabilização e proteção da coluna vertebral. Ou
seja, o conceito primitivo de treino abdominal evoluiu para o que hoje
conhecemos como treino do core.
O conjunto muscular e fascial do
core trabalha em conjunto, como uma orquestra perfeitamente coordenada. Eles
são ativados simultaneamente para garantir a estabilização ideal do tronco e a
transmissão de forças para as extremidades. Quando você faz uma prancha, por
exemplo, todo o core (incluindo o reto abdominal) é totalmente ativado.
MITO 5: Quanto maior a
intensidade e o volume da dor, maiores são os resultados
Fato: O desempenho
não vai melhorar, por mais séries que você faça ou por mais dor que você sinta
Você deve conhecer alguém que,
apesar de sua perseverança na academia (mais séries, mais repetições, mais
sessões, mais intensidade …) obtém menos resultados do que o esperado. E, por
trás dessa impossibilidade de obter o máximo da série de exercícios de abdômen,
podem estar muitos fatores, como desequilíbrio muscular, fraqueza dos músculos
do core, falta de controle postural, etc. Esse mito absurdo de que é preciso
sentir dor para ser eficaz deve fazer parte do passado.
Para maximizar os resultados, nem
sempre vale dizer que “fazer mais é melhor”. Lembre-se de que quando corremos,
estamos trabalhando continuamente o core para estabilizar o tronco durante o
movimento. Os abdominais não nos fazem mal, no entanto, em outros treinos
também estamos trabalhando para estabilizar e transferir energia para os braços
e pernas.
Além disso, quando se trata de
progredir em volume e intensidade de treino, os aspectos-chave, como a técnica
de movimento, o padrão respiratório ou mesmo a estabilidade central, são
frequentemente negligenciados. Para treinar o core você deve construir uma base
sólida a partir dos princípios básicos do movimento: respiração e controle
postural.
Esteja consciente de sua
respiração, aprenda a postura corporal correta, mova-se com o controle postural
e adicione movimentos, intensidade, peso e velocidade mais complexos
progressivamente.
MITO 6: Os abdominais
tradicionais são os melhores exercícios para proteger as costas
Fato: Eles podem
aumentar o estresse intervertebral
A maioria dos exercícios
abdominais que fazemos ao longo da vida é uma má opção do ponto de vista da
ciência. Durante anos, diferentes especialistas em coluna vertebral argumentam
que os discos intervertebrais têm um número máximo de flexões, por isso é
aconselhável não usá-los prematuramente com abdominais como o crunch ou o
sit-up.
Em relação ao crunch, os
especialistas sugerem que ele também pode envolver uma possível lesão na coluna
lombar, onde fatores como carga, graus de flexão, velocidade, número de
repetições, estado de saúde e muitos outros exercem um papel determinante.
Certamente, muitos de vocês estão
familiarizados com o estilo de abdominal crunch, em que se flexiona e gira o
tronco de um lado para o outro. Mas é bom saber que essa rotação pode causar
compressão do disco, o que, por sua vez, aumenta o estresse da coluna.
Em muitas das opções clássicas de
abdominal – que não parecem desaparecer das academias – é realizado um padrão
de movimento “inclinado” que não favorece a postura e pode gerar compensações
musculares. Portanto, do ponto de vista do equilíbrio do abdômen na questão muscular
ou postural, eles também não são a melhor opção.
MITO 7: Usar faixas
para reduzir o abdômen
Fato: Elas só
ajudam a afinar enquanto você as usa
A moda das tiras “modeladoras”
voltou, induzindo a falsa esperança de reduzir os centímetros abdominais, perdendo
gordura localizada ou modelando as curvas da coluna vertebral. No entanto, a
única coisa que se obtém da cinta é: comprimir as vísceras e tecidos
abdominais, limitando a sua mobilidade torácica.
Os cintos ou espartilhos
comprimem excessivamente a cintura, causando pressão para baixo, e para cima,
criando o mesmo efeito de quando apertamos o tubo do creme dental do centro em
vez de para baixo e para cima.
Os corpetes foram associados à fraqueza das costas, do assoalho pélvico e abdominal (sua função postural é artificialmente substituída). Lembre-se de que já possuímos um cinturão anatômico totalmente natural. Nosso core age como um verdadeiro cinto natural estabilizando e protegendo o tronco, de forma que um treino adequado do core permitirá que você tenha uma silhueta como se estivesse usando uma faixa, mas a todo momento.

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