FONTE: Redação
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“Nem sempre quando achamos que
temos ‘fome’ precisamos realmente comer. Diversos fatores emocionais
influenciam a rotina alimentar de uma pessoa", explicou Gladia Bernardi.
A obesidade está diretamente ligada a compulsão
alimentar. De acordo com Gladia Bernardi, nutricionista e especialista em
obesidade, muitas pessoas comem no 'piloto automático'. “A busca incessante por
conforto na comida faz com que a pessoa coma mais do que seu corpo precisa. É
necessário mudar esse gatilho mental e emagrecer a mente, pois comida não é
calmante e não deve ser uma válvula de escape”, explicou Gladia. É importante
que você saiba diferenciar os tipos de fome - mental ou física.
“Nem sempre quando achamos que temos ‘fome’
precisamos realmente comer. Diversos fatores emocionais influenciam a rotina
alimentar de uma pessoa - como ansiedade, tédio, estresse, tristeza,
frustração, ou apenas a força do hábito. E são esses sentimentos que, muitas vezes,
fazem com que a pessoa ache que está com fome, quando, na verdade, é apenas uma
vontade incontrolável de comer para encobrir essas sensações ”, alerta
Gladia.
Para descobrir se a fome é emocional ou física, a melhor
maneira é estar consciente das reais necessidades do seu corpo. A especialista
listou dicas para te ajudar a identificar a fome emocional.
1- Ela aparece em forma de desejos.
A “fome” emocional nunca vai ser saciada por uma
fruta ou um prato de salada ou de legumes. “Geralmente, esse tipo de fome pede
comidas mais pesadas e pouco saudáveis, como doces ou alimentos em gorduras
saturadas”, comenta Gladia.
2- Tenta preencher um vazio.
Quando a fome é causada pelas emoções, ela tenta
preencher um vazio - que não está exatamente no estômago. “Ela normalmente
aparece como uma reação a algum mal-estar emocional que, ao invés de ser
investigado sobre o por que de estar acontecendo, é coberto pela grande
quantidade de comida, que serve como um alívio. Mas esse alívio é apenas
momentâneo, acabando assim que o banquete acaba, e depois o sentimento de
angústia volta”, completa Gladia.
3- Provoca sentimento de culpa.
A especialista explica que, muitas vezes, quando
o mal-estar volta após o alívio momentâneo que a comida costuma proporcionar,
junto dele vem o sentimento de culpa, pela pessoa saber que comeu demais e
“exagerou na dose”.
4- Faz com que se coma por impulso.
Para saciar a fome emocional, a pessoa age sem
pensar e de maneira compulsiva, já que perde a noção do quanto está, de fato,
ingerindo. “Quando você vai ao supermercado nesses momentos, por exemplo, passa
pelo corredor de doces e comidas calóricas e compra tudo o que vê pela frente,
e que acha que aquilo tudo vai servir como uma forma de aliviar o que está
sentindo e trazer prazer para o seu dia, que está sendo tão difícil”, comenta
Gladia.
5- Vira “desculpa” para fugir de responsabilidades.
Suponha que, em um dia qualquer, você deixou de
fazer algo porque precisava estudar ou ir à academia, por exemplo, mas acabou
não “tendo forças” para realizar o que programou e ficou em casa. E, a
partir desse momento, decidiu “atacar” a geladeira e comer aquele doce que
tanto gosta.
“Dentro da mente, você já sabe que não cumpriu
com suas obrigações e, consequentemente, outras emoções, como a
ansiedade, chegam para fazer companhia, e você usa a comida como um calmante.
Mas, quando o doce acaba, você acaba se sentindo pior que antes, pois acumulou
não só a culpa de ter fugido de uma responsabilidade, mas também de ter cedido
ao ‘capricho’ de comer por compulsão”, diz Gladia.

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