FONTE:
, https://www.msn.com/
Existem
alguns erros bem comuns que pais e mães cometem na tentativa desesperada para
que os filhos comam bem. A sequência de erros na alimentação das crianças, faz
com que a situação fique cada vez pior.
Hoje
o que vemos nos atendimentos, são crianças vivendo à base de mamadeira, arroz
com ovo e alimentos ultraprocessados. Frutas, legumes e verduras não fazem
parte do cardápio, principalmente de crianças depois dos 2/3 anos.
A
melhor maneira de lidar com as dificuldades alimentares das crianças é conhecer
esses erros e entender o que é possível fazer para evitá-los desde o início,
ainda na introdução alimentar, ou revertê-los quando a criança já for maior e a
situação já estiver crítica.
Pensando nisso preparei uma lista desses erros e algumas sugestões de atitudes positivas para fugir do estresse no momento das refeições.
- Os pais não sentam à mesa para
fazer as refeições juntos com os filhos. Essa é uma ótima
oportunidade de estar em contato com os filhos, saber como foi o dia,
bater papo e trocar experiências. E isso pode acontecer desde a
apresentação das primeiras papinhas. O olho o olho é fundamental para
trazer leveza e conexão no ambiente, assim pode até ser que as crianças
comecem a comer melhor.
- Incoerência entre o discurso
e as atitudes. Não faz sentido exigir que a criança coma bem, sem
comer bem, sem dar o exemplo. Tão importante quanto a criança crescer
forte e saudável são os pais envelhecerem fortes e saudáveis, para que
tenham a oportunidade de ficarem mais tempo juntos.
- Na primeira recusa da criança,
param de oferecer. Nem todo alimento será aceito na 1ª experiência.
Lembre-se do 1º gole de cerveja, ou da 1ª colherada de açaí. Conheço
pouquíssimas pessoas que gostaram dessas primeiras experiências. Por outro
lado, conheço muitas que hoje, depois de algumas tentativas, amam.
Continue a oferecer o alimento sempre que ele estiver disponível.
- Compram as “xexelentices”. As
crianças não têm autonomia para irem ao mercado. Dessa forma, se os pais
não comprarem, não tem em casa, se não tiver em casa, não é uma opção. As
besteiras podem existir, mas elas moram nas exceções: numa festa, num
aniversário… Não podem estar na rotina da casa.
- Insistem demais para que a criança
coma. Se a criança não quiser comer é melhor não insistir. Nada de
correr atrás dela pela casa com o prato de comida. Ela não quer, não deve
estar com fome, respeite. Respire e espere que ela peça algo para comer, e
então lhe ofereça as opções. Lembre-se, quem disponibiliza as opções de
comida para a criança é o adulto.
- Oferecem o alimento sempre na mesma forma de preparo. Um brócolis pode ser cozido, assado, refogado, no arroz, na panqueca… e em cada preparação ele terá um sabor diferente. Dessa forma cria-se uma nova possibilidade de a criança experimentar, e quem sabe gostar do alimento antes recusado.
- Usam recompensas e
chantagens. Dessa forma o foco e o valor estão no resultado
imediato e não no alimento em si. Assim não se constrói uma relação
saudável com a comida, e a longo prazo a criança pode desenvolver
transtorno alimentar.
- Esconder o alimento no feijão ou em
outra preparação. Esconder o alimento é desvalorizar o que a
criança está comendo, é deixá-la acreditar que ela só come feijão, quando
na verdade ela come feijão, beterraba, cebola, couve, chuchu… É importante
que a criança saiba e se aproprie dos alimentos que come. Sem contar que,
quando ela descobrir que está sendo enganada, vai aprender que se pode
enganar os outros. Esconder os problemas e dificuldades não faz eles
sumirem, assumi-los fortalece e ajuda a enfrentá-los.

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