FONTE: Nelson Rocha, TRIBUNA DA BAHIA.
Este ano deverão surgir cerca de 61.200 novos
casos da doença. São mais de dois milhões de casos por ano no Brasil e as
chances de cura aumentam em 90% quando a detecção é precoce.
O
Estado da Bahia é o que mais registra casos de câncer de próstata no País, atingindo
15,87 a cada 10 mil consultados, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado
(Sesab). Em seguida vem o Espírito Santo, com 8,72 para cada 10 mil. Segundo o
INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de próstata é o segundo mais
comum entre os brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.
Este
ano deverão surgir cerca de 61.200 novos casos da doença. São mais de dois
milhões de casos por ano no Brasil e as chances de cura aumentam em 90% quando
a detecção é precoce.
Mas
estudos comprovam que 87% dos homens admitem que o preconceito iniba a
prevenção. “Nenhum homem deve ter receio de fazer o exame de próstata, mesmo
porque ninguém vai se apaixonar pelo médico”, diz de forma descontraída o
urologista Lucas Batista, professor do Serviço de Urologia da Universidade
Federal da Bahia e coordenador do mesmo setor do Hospital Cárdio Pulmonar,
situado na Av. Garibaldi.
Conforme
dados preliminares do Núcleo Regional de Saúde de residência no Estado da
Bahia, em 2013 a internação por câncer de próstata no território baiano
registrava 2342 casos nas unidades de saúde estaduais, sendo a região Leste a
mais afetada com 1044 registros. Para 2016 os casos já somam 1.559 e a mesma
região continua liderando com o registro de 681 internações.
Em 2013
foram registrados 771 óbitos em Salvador, 335 dos quais entre homens de 60 e 69
anos. Este ano 475 homens já foram internados na capital baiana por neoplasia
maligna de próstata.
A
próstata produz um fluido seminal que alimenta e transporta o esperma. O
principal sintoma é dificuldade ao urinar, mas pode não haver qualquer sintoma.
“O homem pode urinar várias vezes durante a noite, porque isto não tem relação
com o câncer.
Um
sintoma urinário pode ser o aumento benigno da próstata, o que não está associado
ao tumor maligno, desde que esteja na fase inicial. Na fase de uma metástase,
que se espalha pelo corpo e o homem apresenta sintomas de dores no corpo, é
quando começam a ter sintomas urinários”, explica o urologista.
Alguns
tipos de câncer de próstata podem crescer lentamente. Nesses casos, o
monitoramento é recomendado. Outros tipos são agressivos e necessitam de
radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outros
tratamentos.
“Em
caso de histórico familiar de primeiro grau, o correto é consultar o médico a
partir dos 45 anos e uma vez por ano. Se não tiver este histórico, a consulta
pode se feita a partir dos 50, também anualmente”, recomenda doutor Lucas
Batista.
Neste
mês, o alerta é dado através da campanha Novembro Azul, um movimento permanente
pela saúde integral do homem. O câncer de próstata mata um a cada 40 minutos no
Brasil e a campanha alerta para a doença e tem como objetivo diagnosticar casos
no início, quando as chances de cura beiram 90%, daí a importância dos exames
anuais a partir dos 50 anos.
Pessoas
da raça negra e quem têm familiares de primeiro grau que desenvolveram câncer
de próstata, devem procurar um urologista para avaliar a necessidade de iniciar
os exames a partir dos 45 anos.
Encabeçando
os fatores de risco, está a idade. Cerca de 60% dos casos são de homens a
partir dos 65 anos. Em seguida, vêm histórico familiar, raça (maior incidência
entre os negros), alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente
em frutas, verduras, legumes e grãos, além de sedentarismo e obesidade.
Os
sintomas só aparecem nos casos avançados: vontade de urinar com urgência,
dificuldade para urinar, dor óssea, queda do estado geral e dores fortes no
corpo. Com estes sinais, o recomendável é procurar um urologista e fazer os
exames.
Toque é essencial para o diagnóstico.
“Uma
vez o PSA- Antígeno prostático específico, substância produzida pelas células
da glândula prostática - normal, ou seja, abaixo de 2,5, não há com o que
se preocupar. Acima dos 2,5 chama atenção pela taxa estar mais elevada e o
ideal é consultar o médico urologista”, diz Dr. Lucas Batista.
Quanto
ao exame do toque, ele explica que este “revela a textura da próstata. O médico
consegue sentir se tem endurecimento ou módulos na próstata. Se tiver alteração
o recomendado é uma biópsia da próstata para diagnóstico.
Nós
estamos realizando cirurgias meramente evasivas, feita pela técnica da
laparoscopia, com pequenos furos – corte de um centímetro – colocando a pinça
na barriga do paciente sedado, que não precisa ser internado.
Ele
recebe alto mais rápido e na fase pós- operatória retorna às suas atividades
mais rapidamente e perde menos urina”, explica o médico.
Como a
prevenção é a melhor forma de evitar transtornos na saúde, o indicado é,
portanto, sempre consultar um médico para receber orientação. Além disso,
homens que se cuidam fazem mais sexo ao longo da vida.

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