FONTE: *** Jairo Bouer, (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
Um neurocientista
norte-americano decidiu investigar como a atividade sexual interfere nos ritmos
cerebrais e concluiu que ela leva as pessoas a uma espécie de transe. Isso
mesmo. Segundo Adam Safron, da Universidade de Northwestern, a estimulação
rítmica em busca do orgasmo, quando intensa e prolongada, pode entrar em
sincronia com o cérebro e se espalhar por ele. É por isso que as pessoas se
desligam do mundo e até de si mesmas ao chegar ao clímax.
O neurocientista
avaliou diversos estudos publicados ao longo de muitos anos e descobriu que os
ritmos do sexo podem estimular os neurônios, mais ou menos como quando
empurramos alguém no balanço, um processo conhecido como “arrastamento neural”.
Ele explica que isso ocorre porque os neurônios são mais propensos a disparar
quando estimulados várias vezes dentro de uma estreita janela de tempo.
Safron encontrou
paralelos entre o orgasmo e as convulsões, bem como com a música e a dança. O
que, de certa forma, explica por que sons e ritmos sempre fizeram parte dos
rituais de acasalamento, de seres humanos a insetos.
Para o pesquisador,
os resultados podem ser interpretados como uma dica para que as pessoas se
concentrem mais nos aspectos rítmicos do sexo. E podem mudar a forma como as
pessoas enxergam as relações sexuais – elas podem ser não apenas uma fonte de
sensações prazerosas e conexão emocional, mas também um estado alterado de
consciência.


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