FONTE:
*** Jairo Bouer,
(doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
O segredo para uma vida sexual
satisfatória em relacionamentos longos é acreditar que é preciso esforço e
dedicação, em vez de esperar que a vontade de transar apareça automaticamente,
como no início do namoro.
Esse conselho típico dos
especialistas em sexualidade foi comprovado em um estudo canadense que contou
com 1.900 participantes, e foi publicado no Journal of Personality and
Social Psychology.
Após analisar as crenças de centenas
de casais homo e heterossexuais, pesquisadores da Universidade de Toronto
concluíram que elas são tão poderosas que podem sustentar ou até, pelo
contrário, prejudicar um relacionamento longo.
Segundo os autores, coordenados pela
psicóloga Jessica Maxwell, quem acredita em “destino sexual”, ou seja, acha que
o desejo vem de forma automática quando “almas gêmeas” estão juntas, tende a
usar a vida sexual como barômetro da relação. E aí acredita que uma frequência
muito baixa de sexo é sinônimo de que o casamento está mal, o que pode acabar
comprometendo, de verdade, a relação.
Já quando o casal acredita que a vida
sexual deve ser cultivada com algum esforço, a tendência é que esse tema afete
menos a satisfação com o relacionamento.
Os autores viram que, embora as
mulheres sejam mais chegadas em histórias românticas, elas são mais propensas
que os homens a acreditar que a vida sexual também dá certo trabalho para se
manter de pé nos relacionamentos de longo prazo.
Os pesquisadores também perceberam
que nem todo mundo tem uma crença 100% de um jeito ou de outro. Algumas
pessoas, por exemplo, até acham que o sexo precisa ser cultivado, contanto que
acreditem estar com sua alma gêmea.
O mais importante, ressalta o estudo,
é que as pessoas tenham consciência de que a vida a dois é bem diferente
daquela mostrada nos filmes de Hollywood. E que, depois de dois ou três anos de
“lua de mel”, é preciso se mexer pra não deixar o sexo minguar. Sabe aquele
papo de regar o jardim?


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